
Justiça
Ex-PMs são condenados por morte de Geovane Mascarenhas após quase 12 anos
Júri popular realizado em Salvador condenou dois ex-policiais por homicídio, roubo e ocultação de cadáver

Foto: Reprodução
Dois ex-policiais militares foram condenados na madrugada desta sexta-feira (19) pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, jovem encontrado carbonizado, decapitado e mutilado em Salvador, em agosto de 2014. O julgamento ocorreu ao longo de dois dias no Fórum Ruy Barbosa.
Jesimiel da Silva Resende recebeu pena de 25 anos, 3 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver. Já Cláudio Bonfim Borges foi condenado a 20 anos e 7 meses de prisão por homicídio qualificado e roubo. Ambos cumprirão a pena inicialmente em regime fechado.
O júri também condenou o ex-PM Jailson Gomes Oliveira a seis anos e quatro meses de prisão por roubo, em regime semiaberto. Outros quatro policiais militares que respondiam ao processo foram absolvidos pelos jurados.
Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia, Geovane foi abordado por uma guarnição da Rondesp na Rua Nilo Peçanha, em Salvador, na tarde de 2 de agosto de 2014. Após a abordagem, ele permaneceu sob custódia dos agentes e desapareceu.
A acusação sustentou que laudos de geolocalização apontaram que as viaturas utilizadas na ocorrência circularam por áreas do subúrbio ferroviário e estiveram próximas dos locais onde os restos mortais da vítima foram encontrados horas depois. O corpo de Geovane foi localizado no dia seguinte ao desaparecimento, nas proximidades do Parque São Bartolomeu, em condições que causaram forte comoção pública. Dias depois, outras partes do corpo foram encontradas no Parque Tecal, em Campinas de Pirajá.
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