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Justiça revoga prisão de investigada por suposta lavagem de dinheiro para o PCC

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Justiça revoga prisão de investigada por suposta lavagem de dinheiro para o PCC

Decisão revoga prisão temporária de Stella Stefanie Oliveira e mantém medidas cautelares

Justiça revoga prisão de investigada por suposta lavagem de dinheiro para o PCC

Foto: Canva Imagens

Por: Metro1 no dia 10 de julho de 2026 às 16:48

A Justiça Federal em São Paulo determinou a revogação da prisão temporária de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, investigada por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi proferida na terça-feira (7) e considerou que, neste momento, não há elementos que justifiquem a conversão da prisão em preventiva.

Segundo a decisão judicial, as medidas cautelares já impostas, como o bloqueio de bens, são suficientes para garantir o andamento das investigações.

Em nota, o advogado de defesa, Robson Cyrillo, informou que não comentará o conteúdo da decisão nem os detalhes do processo, em razão do segredo de Justiça. Ele afirmou ainda receber a determinação "com respeito e serenidade" e disse confiar que a inocência da cliente será comprovada ao longo da investigação.

A mesma decisão beneficiou outros seis investigados, que também tiveram as prisões temporárias revogadas. Em contrapartida, a Justiça converteu em prisão preventiva a situação de outros seis alvos da operação.

Entre eles está Victor Shimada, apontado pela Polícia Federal como o principal investigado e considerado responsável por comandar uma estrutura de lavagem de dinheiro a serviço do tráfico de drogas. Shimada, que permanece foragido, era o empregador de Stella Stefanie. A defesa dele informou que pretende solicitar um habeas corpus para tentar reverter a prisão preventiva.

Na semana passada, Stella e Shimada também foram alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos por supostas ligações com o PCC, facção que passou a ser classificada pelo governo do presidente Donald Trump como organização terrorista.

As investigações apontam que Shimada controlava uma rede de empresas utilizada para ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas. Entre elas estão a Wave Intermediações, registrada em nome de terceiros, e a Victory Trading, da qual ele é sócio.

O nome do investigado surgiu durante a Operação Saturno, conduzida pela Polícia Civil de São Paulo desde 2024. O relatório final da investigação, encaminhado à Justiça em maio, indica que a estrutura financeira atribuída a Shimada teria conexões indiretas com outras apurações de grande repercussão, incluindo os casos de fraudes no INSS, no Banco Master e a Operação Carbono Oculto.

Ainda segundo as investigações, o grupo utilizava chamadas "contas bolsão" para movimentar e ocultar recursos de diferentes origens criminosas.

Victor Shimada já havia sido preso no fim de 2024 sob acusação de desviar R$ 35 milhões do Banco Votorantim. Na ocasião, permaneceu detido por 25 dias e foi libertado após conseguir um habeas corpus concedido pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3). Desta vez, a Justiça entendeu que sua permanência em liberdade representa risco à ordem pública e ao andamento das investigações.