Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Justiça

/

Terceiro acusado de assassinar Mãe Bernadete será julgado nesta terça

Justiça

Terceiro acusado de assassinar Mãe Bernadete será julgado nesta terça

Josevan Dionísio dos Santos é o terceiro réu a enfrentar o Tribunal do Júri pelo assassinato da líder quilombola, morta em 2023

Terceiro acusado de assassinar Mãe Bernadete será julgado nesta terça

Foto: Reprodução / Arte sobre foto de Walisson Braga/Conaq

Por: Metro1 no dia 12 de outubro de 2026 às 07:05

Atualizado: no dia 12 de outubro de 2026 às 07:34

Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como BZ ou Buzuim, será julgado nesta terça-feira (13), às 8h, no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, pela participação no assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, a Mãe Bernadete. Apontado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como um dos executores do crime, ele será o terceiro acusado a enfrentar o Tribunal do Júri pelo homicídio, ocorrido em agosto de 2023.

A sessão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e será conduzida pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos. O julgamento ocorre após três anos do assassinato, que teve repercussão nacional e mobilizou debates sobre a violência contra lideranças quilombolas.

Mãe Bernadete foi morta a tiros aos 72 anos, dentro da sede da Associação Quilombola Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Conforme as investigações, a atuação da líder na defesa da comunidade e no combate à expansão do tráfico de drogas teria contrariado os interesses de uma organização criminosa que operava na região.

De acordo com a apuração do MP-BA, a ordem para executar a liderança teria partido de integrantes da cúpula do grupo criminoso. A presença de Mãe Bernadete seria vista como um obstáculo à instalação de pontos de venda de entorpecentes e à realização de outras atividades ilegais nas proximidades da barragem de Pitanga dos Palmares.

Antes de Josevan, Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos já haviam sido julgados e condenados pelo assassinato. Marílio, apontado como mandante do crime pelas investigações, morreu posteriormente durante uma operação policial. Com a nova sessão, a Justiça analisará a responsabilidade individual de mais um dos acusados.