Justiça

Carlos Alberto Dultra Cintra relembra trajetória jurídica

Atual desembargador, ele também disse ser contra "exorbitâncias" de promotores, ao ser questionado sobre a ampliação de funções do Ministério Público

[Carlos Alberto Dultra Cintra relembra trajetória jurídica]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Juliana Almirante no dia 21 de Maio de 2019 ⋅ 12:45

O magistrado Carlos Alberto Dultra Cintra relembrou, em entrevista à Rádio Metrópole, sua trajetória jurídica.

Ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Dultra Cintra foi questionado sobre a insistência do ex-governador Antônio Carlos Magalhães em tornar Amadiz Barreto presidente da Corte baiana, mesmo depois de dizer que poderia retirar a candidatura se aceitasse a candidatura do seu irmão, Eduardo Jorge Magalhães. 

"Eu sempre tive muita consideração pelo governador e ele sempre dizia que devia a ele favores, como a indicação de desembargador. Eu sempre dizia que não queria atritos. Eu era o primeiro por antiguidade e cheguei ao desembargador Roberio, que era o então presidente, e disse que estava ali para que ele levasse ao governador uma proposta depois de já ter conversado com os quatro membros da mesa. (...) Eu abro mão da minha candidatura desde que Amadiz também abra mão. Vamos colocar Eduardo Jorge como presidente e vai ser eleito com unanimidade", contou. 

"Robério chamou os desembargadores e foram à casa do governador e não foram bem recebidos porque Antônio Carlos só queria Amadiz", completou. Dultra Cintra então resolveu manter a candidatura e enfrentar o então governador.

"Vou enfrentar com armas que eu devo usar, as armas da Cosntituição. Sou o primeiro lugar da lista e vou trabalhar nisso aí", disse.  "Ganhamos por 18 a 10 e foi uma festa muito grande", relembrou. 

Funções do MP

Ex-procurador-geral de Justiça, ele ainda disse ser contra "exorbitâncias" de promotores, ao ser questionado sobre a ampliação de funções do Ministério Público. 

"Naquela época eu fazia reuniões no interior em que convidava pessoas para fazer palestras para mostrar o papel do ministério público e eu dizia sempre: 'Olha, não vamos sempre com muita sede ao pote. Essa Constituição nos colocou enormes benefícios e enormes poderes. Então vamos devagar'. Naquela época se faziam ofícios ao prefeito impondo condições sob penas de prisão. Isso é exagerado, não é assim. Promotor não é administrador, é fiscal. Até hoje entendo que há exorbitância de alguns promotores que querem assumir papel de chefe do executivo quando isso não é possível", avalia.

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