Justiça

Operação Faroeste: defesa nega delação de ex-presidente do TJ-BA

Advogado da magistrada, que está presa em Brasília, o criminalista André Luís Callegari diz que sua cliente “não tem o que delatar”

[Operação Faroeste: defesa nega delação de ex-presidente do TJ-BA]
Foto : Divulgação

Por Alexandre Galvão no dia 03 de Fevereiro de 2020 ⋅ 14:36

A defesa da ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Maria do Socorro Barreto Santiago, negou, através de nota, que ele vá firmar acordo de delação premiada. A notícia foi difundida na semana passada. 

Advogado da magistrada, que está presa em Brasília, o criminalista André Luís Callegari diz que sua cliente “não tem o que delatar”. 

“É importante ressaltar que não houve por parte da desembargadora, de sua defesa ou de seus prepostos qualquer contato com o Ministério Público Federal em que se tenha mencionado uma suposta colaboração”, afirma a nota. 

Ainda segundo Callegari, a custódia de Socorro não encontra justificativa. “Não havia qualquer sustentação para as ilações feitas pela PGR quando do pedido de prisão, e, passados dois meses de prisão, sequer existe contemporaneidade que justifique a manutenção dessa gravosa e desnecessária medida. A própria PGR reconhece a insubsistência das hipóteses de imputação levantadas na investigação, eis que passados sete anos, ainda não foi capaz de apresentar denúncia acerca dos supostos crimes de corrupção. A defesa acredita que, com o início da vigência da Lei 13.964, a justiça brasileira haverá de reconhecer a ilegalidade da prisão preventiva da desembargadora Maria do Socorro”, aponta. 

A contratação de Callegari por Socorro denotou o contrário do que é colocado agora. O causídico é considerado um dos maiores especialistas em delação premiada, tendo participado de diversos acordos com o Ministério Público Federal, como no caso dos donos da JBS, Wesley e Joesley Batista. 

Operação Faroeste – Deflagrada em 19 de novembro de 2019, a Faroeste investiga um suposto esquema de venda de decisões no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Quatro desembargadores e dois juízes investigados foram afastados por determinação judicial.

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