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Macri faz balanço de governo cinco dias antes de deixar presidência

Presidente argentino declarou que houve maior valorização das instituições

[Macri faz balanço de governo cinco dias antes de deixar presidência]
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Catarina Lopes no dia 06 de Dezembro de 2019 ⋅ 20:30

O presidente argentino Mauricio Macri fez um pronunciamento na noite de ontem (5), cinco dias antes de passar o cargo para o peronista Alberto Fernández, fazendo um balanço de sua administração e afirmando que houve maior valorização das instituições do país. Macri perdeu a disputa para Fernández, que tem como vice a ex-presidente e senadora Cristina Kirchner.

"Houve muitos aspectos que não conseguimos resolver, mas valorizamos nossas instituições. Nossa imprensa é mais livre e nossa justiça é mais independente. Estamos mais seguros perante o narcotráfico. A política é mais decente. É a primeira vez que um governo não peronista termina seu mandato. Essa não é uma conquista do presidente, mas de todos os argentinos. É um avanço de nossa democracia. Especialmente em um contexto tão delicado para a Argentina", disse Macri.

Ele se posicionou de forma insatisfeita com seus resultados em relação à inflação e pobreza. Neste ano, a previsão de inflação para a Argentina é de 55% e 40% da população vive na pobreza. "No meio deste ano, parecia que estávamos fazendo a curva. A economia estava começando a acordar. Mas vieram os resultados das Paso (eleições primárias, que servem como uma grande pesquisa nacional, para definir os candidatos habilitados a participarem das eleições gerais). O medo do futuro e a falta de um sólido esquema macroeconômico nos empurraram para trás", afirmou.

"Nos próximos dias, outro presidente assume e outra etapa começa. Faço isso (o pronunciamento e a divulgação de dados estatísticos) porque sei como a falta de informação dificulta e eu nunca faria nada para dificultar para o novo governo. Argentinos, vou acompanhá-los do lado da oposição. Continuaremos juntos com uma presença sólida no Congresso", concluiu Macri.

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