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Argentinos monitoram nuvem de gafanhotos e temem ataque a plantações e pastos

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina

[Argentinos monitoram nuvem de gafanhotos e temem ataque a plantações e pastos]
Foto : Reuters

Por Cristiele França no dia 27 de Junho de 2020 ⋅ 17:06

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) pediu que a população avise local se avistar a nuvem de gafanhotos, que está sendo monitorada pela instituição. Ontem (26), o Senasa, que aplica defensivos fitossanitários para reduzir a infestação do inseto que ameaça lavouras e pastagens, localizou a nuvem de gafanhotos 90 quilômetros a oeste da cidade de Argentina de Curuzú. Esta, por sua vez, fica há cerca de 100 de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul.

Segundo a Agência Brasil, a preocupação entre os argentinos é que a nuvem de gafanhotos ataque as plantações de trigo e aveia, que estão em fase de crescimento, além do pasto dos animais. Segundo o Senasa, uma nuvem de gafanhotos é capaz de consumir uma quantidade folhas equivalente a uma colheita capaz de alimentar 2.500 pessoas em um dia.

De acordo informações repassadas à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, a nuvem é originária do Paraguai, das províncias de Formosa e Chaco, onde há culturas de cana-de-açúcar, mandioca e milho. Na última quinta-feira (25), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento declarou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A medida permite a implementação de plano de supressão da praga.

 

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