Sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Polícia

Funcionário de empresário encontrado morto em sua pousada de luxo em Jaguaripe é assassinado a tiros

Homem seria ouvido pela polícia no dia em que foi morto; esposa de Leandro Troesch é considerada foragida

Funcionário de empresário encontrado morto em sua pousada de luxo em Jaguaripe é assassinado a tiros

Foto: Montagem / Reprodução Instagram Pousada Paraíso Perdido

Por: Metro1 no dia 07 de março de 2022 às 19:58

Um dos funcionários do empresário Leandro Silva Troesch, encontrado morto dentro de sua pousada de luxo em Jaguaripe, na região do baixo sul da Bahia, foi assassinado a tiros neste domingo (6), no distrito de Camassandi.

Segundo o g1, o delegado Rafael Magalhães informou que a vítima, identificada inicialmente apenas como Marcel, era amigo e considerado o "braço direito" de Leandro. O funcionário foi ouvido pela polícia após a morte do empresário, que aconteceu no dia 25 de fevereiro dentro da Pousada Paraíso Perdido, mas seria ouvido mais uma vez no domingo.

"Ele era considerado uma testemunha chave da morte do Leandro, pela proximidade que tinha com a vítima. Eu ouvi ele por duas horas, mas queria ouvir mais, porque sou bastante detalhista", disse Rafael Magalhães.

Ainda não há informações sobre a autoria e motivação da morte de Marcel. A polícia, porém, trabalha com duas linhas de investigações.

"A gente investiga a relação do Marcel com tráfico de drogas e não descarta que a morte dele tenha sido causada por isso, mas também não deixamos de investigar a possibilidade de queima de arquivo. Ele seria ouvido pela gente mais uma vez sobre a morte do Leandro e era considerado uma das testemunhas chaves", afirmou.

Esposa fugiu - Antes de ser encontrado morto, Leandro Silva Troesch foi condenado a 14 anos de prisão, 20 anos depois de ter participado de um crime de extorsão mediante sequestro. A esposa dele, Shirley da Silva Figueiredo, também foi condenada a nove anos pelo mesmo crime.

Os dois foram presos em fevereiro de 2021 e cumpriam prisão domiciliar. Shirley Figueiredo foi a última pessoa a ter contato com o empresário, antes dele ser encontrado morto.

De acordo com o delegado Rafael Magalhães, Shirley disse que tomava banho quando ouviu o barulho de um tiro dentro do quarto e que já encontrou o marido morto no local.

“Ela falou que chamou ele para tomar banho com ela, mas ele ficou mexendo no celular", disse o delegado.

A causa da morte de Leandro Silva Troesch é considerada como "a esclarecer". O delegado informou que pretendia intimar Shirley para ser ouvida mais uma vez no último sábado (5), mas ela não foi encontrada na casa onde morava.

"A morte dele está a esclarecer. A gente investigava a possibilidade de um suicídio, mas a morte do Marcel e a fuga dela foram muito estranhas. Já podemos considerar ela como uma das possíveis suspeitas", contou o delegado.

A esposa de Leandro não poderia deixar o local, pois cumpria prisão domiciliar. O delegado Rafael Magalhães pediu a prisão preventiva da viúva do empresário, que foi expedida pelo juiz Almir Pereira, da Vara Criminal, por quebra de medida cautelar. Agora, Shirley é considerada foragida da Justiça.

 

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