Polícia

Laudo aponta que morte de garota Beatriz teria sido premeditada

A garota foi morta dentro de uma escola em Petrolina (PE), na divisa com a Bahia, no dia 10 de dezembro de 2015. De acordo com a Polícia Civil, pelo menos cinco pessoas participaram do crime, que parece ter sido premeditado, e os suspeitos conheciam bem a escola. [Leia mais...]

[Laudo aponta que morte de garota Beatriz teria sido premeditada]
Foto : Divulgação / Polícia Civil

Por Camila Tíssia no dia 30 de Março de 2016 ⋅ 08:16

O laudo pericial sobre o assassinato de Beatriz Angélica Mota, 7 anos, foi divulgado nessa terça-feira (29). A garota foi morta dentro de uma escola em Petrolina (PE), na divisa com a Bahia, no dia 10 de dezembro de 2015. De acordo com a Polícia Civil, pelo menos cinco pessoas participaram do crime, que parece ter sido premeditado, e os suspeitos conheciam bem a escola.

A garota, que morava com a família em uma chácara em Juazeiro, foi encontrada em um depósito de material esportivo desativado, que fica ao lado de uma quadra de esportes onde acontecia uma solenidade de formatura. Ela foi esfaqueada 42 vezes no tórax, membros superiores e inferiores.

Ainda segundo o laudo, o crime não aconteceu no local onde o corpo de Beatriz foi encontrado na escola. "Ocorreu a execução do crime em um outro local da escola, e a criança foi transportada e jogada no depósito, atrás do armário", disse o delegado Marceone Ferreira, responsável pela investigação.

De acordo com reportagem do Correio, três chaves da escola sumiram 10 dias antes do crime. A polícia acredita que as chaves foram passadas por alguns funcionários da escola, que registraram o desaparecimento delas no final do dia. Segundo a polícia, alguns funcionários teriam mentido durante depoimento.

O delegado ainda falou que as lâmpadas da escola estavam todas apagadas nos corredores do local, o que dificultou a gravação das imagens das câmeras de segurança. Segundo as investigações, toda a ação durou apenas 20 minutos.

Pelo menos nove testemunhas confirmaram a presença de um homem de blusa verde, cujo retrato falado foi divulgado em fevereiro deste ano, na área do bebedouro onde Beatriz foi abordada. O suspeito é homem, moreno, tem cerca de 1,70m e pesa aproximadamente 70 quilos. Ele também aparenta ter cabelos cacheados. Um dos mistérios que ainda não foi esclarecido é que o caminho percorrido pelo assassino não tinha marcas de sangue.

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