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Terça-feira, 11 de maio de 2021

Política

'Se Lira ganhar, entra com apoio, mas as coisas podem mudar', diz Otto

Senador declarou que trabalho remoto em função da pandemia atrapalhou reuniões no Congresso e reações contra Bolsonaro

'Se Lira ganhar, entra com apoio, mas as coisas podem mudar', diz Otto

Foto: Metropress

Por: Matheus Simoni no dia 01 de fevereiro de 2021 às 13:02


O senador Otto Alencar (PSD-BA) avaliou como ficará a postura do Congresso Nacional após as eleições para as presidências do Senado e da Câmara, previstas para hoje (1º). Em entrevista a Mário Kertész durante o Jornal da Metrópole no Ar da Rádio Metrópole, o parlamentar baiano citou que a postura de Artur Lira (PP-AL) pode se assemelhar a de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que fez oposição após atritos com o governo de Jair Bolsonaro (Sem partido).

"Rodrigo Maia quando se elegeu, era aliado do Bolsonaro. Passou o primeiro ano pautando todas as reformas que o presidente pediu. Depois virou adversário. Se Lira ganhar, entra com apoio, mas as coisas podem mudar de acordo com o curso da administração do próprio presidente. A mesma coisa aqui no Senado. Ninguém vai suportar que continue o Brasil nessa situação, sem crescimento econômico e ameaçando a democracia e tomando posições anticonstitucionais ameaçando as instituições públicas", disse Otto.

Ainda segundo o senador, a reação do Congresso foi prejudicada em função da pandemia de coronavírus. "A reação não foi maior porque essa questão do sistema remoto é muito difícil de tomar uma dianteira nessa situação em que estamos vivendo agora. Na minha opinião, quem tem juízo político tem que tratar de ajudar governadores e prefeitos a cuidar dessa crise sanitária, como o próprio governador Rui Costa se referiu recentemente a respeito do assunto. Artur Lira, ganhando hoje, começa a gestão dele, como Maia começou e terminou a oposição. Depende do desenrolar dos fatos. É isso ou aquilo conforme o que vai acontecer de aqui por diante", afirmou. 

Ainda segundo Otto Alencar, a postura do presidente Bolsonaro passou a trazer danos à imagem do próprio governo. "Bolsonaro está caindo. Ele perdeu dez pontos percentuais da aprovação dele, de três meses para cá. Está  com 26% de aprovação. Na minha opinião, não desejo ele caindo, pois vai prejudicar o povo brasileiro, mas se continuar como está, nessa situação como está, vai terminar fragilizado para 2022. Não vai ser esse candidato tão competitivo como ele pensa que via estar se essa crise se estender por mais tempo e ele continuar dando pontapé na democracia, liberdade da imprensa e todas as ações que considero negativas para o presidente da República", declarou o senador. 

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