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Política

Ciro Gomes pede para Lula se espelhar em Christina Kirchner e optar por ser vice

Possível candidato a presidência em 2022 sugere "passo para trás" do petista em prol de aliança contra Bolsonaro

[Ciro Gomes pede para Lula se espelhar em Christina Kirchner e optar por ser vice]
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Augusto Romeo no dia 06 de Abril de 2021 ⋅ 12:00

Durante debate sobre a proposta de reforma administrativa em discussão no Congresso, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) sugeriu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não dispute as eleições de 2022 como candidato a presidente, em prol de uma aliança contra Bolsonaro. Ciro disse que Lula deve se espelhar no exemplo de Cristina Kirchner,  que deu um "passo para trás" e aceitou ser vice de Alberto Fernández, atual presidente argentino.

"A gente devia pedir generosidade a quem já teve oportunidade, como o Lula, que é um grande líder da história brasileira, mas a gente devia pedir a ele que se compenetrasse e que não imitasse o exemplo desastrado do Maduro na Venezuela ou o exemplo desastrado do Evo Morales na Bolívia. E que olhasse o que a Cristina Kirchner fez na Argentina, em que, tendo uma força grande, deu um passo pra trás e ajudou a Argentina a se reconciliar", afirmou.

O ex-ministro citou a corrupção que marcou a gestão petista, o que, segundo ele, poderia minar a campanha de Lula. "Imaginem vocês uma campanha em 2022, o Bolsonaro querendo se recuperar da impopularidade, a lembrar da esculhambação do Palocci, a esculhambação do Zé Dirceu, a esculhambação não sei de quem. Eu não digo nem que seja verdade ou que seja mentira, eu estou dizendo é o que eu estou vendo pela minha experiência", disse. "É fazer de novo a campanha antipetista em cima dos exemplos", comentou Ciro Gomes.

"Derrotar Bolsonaro é muito importante, não por ódio a ele, mas para derrotar o desastre que ele está produzindo, na saúde, na economia, na relação internacional, em que o Brasil está desmoralizado", disse. Para isso, ressaltou, o Brasil precisa de projetos nacionais, e uma "ampla aliança" política poderia ser o meio para atingir esse objetivo. "Quem vai operar esse novo projeto nacional é a política, uma nova e ampla aliança, generosa aliança que vai permitir ao Brasil se reconciliar consigo mesmo", concluiu.

Ciro Gomes já foi deputado, prefeito, governador e ministro, e disputou a eleição presidencial de 2018, da qual Bolsonaro saiu vitorioso. Na semana passada, Ciro Gomes assinou, junto a outros 6 possíveis candidatos à Presidência, um manifesto em defesa da democracia, movimento que foi visto como uma aliança contra Bolsonaro. Além do seu aval, o documento contou com o as assinaturas de João Amoêdo (Novo), João Doria (PSDB), Eduardo Leite (PSDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Luciano Huck (sem partido).

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