
Política
CPI da Covid: Senadores cogitam enquadrar Bolsonaro por falsificação de documento
Bolsonaro divulgou documento sobre supernotificação de casos de Covid e atribuiu ao TCU

Foto: Carolina Antunes/PR
Senadores da CPI da Covid afirmaram nesta terça-feira (17) que o presidente Jair Bolsonaro cometeu crime ao compartilhar e supostamente falsificar um relatório sobre supernotificação de mortes por Covid. Bolsonaro divulgou o documento e atribuiu ao TCU.
A comissão ouviu nesta terça o auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Alexandre Silva Marques, o servidor responsável pela elaboração do documento. Na sessão, Marques afirmou que produziu um "rascunho", que acabou sendo utilizado pelo presidente para contestar número de mortes.
"Senhor Alexandre, o seu depoimento aqui só confirma. Nós não temos dúvida, a partir do seu depoimento, que o Senhor Presidente da República incorreu no crime contra a fé pública, constante no art. 297 do Código Penal, que diz: 'Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro'", afirmou o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Em uma live, Bolsonaro chegou a admitir que errou ao falar que o documento era do TCU e afirma que ele mesmo preparou o material. “Me desculpa o TCU. A tabela foi feita por mim”, disse o presidente na ocasião.
Na última semana, Marques afirmou em depoimento ao TCU que o documento era um "rascunho" e que a versão divulgada pelo presidente da República estava adulterada.
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