
Política
Considerado principal estadista do Brasil, Getúlio Vargas nascia há 140 anos
Responsável por modernizar o Brasil e incentivar a industrialização, Vargas também é lembrado como ditador e simpatizante de ideias fascistas

Foto: Reprodução
Em um 19 de abril, embora de 1882 — quando o Brasil ainda era regido pelo Imperador Dom Pedro II —, nascia aquele que seria considerado o mais importante presidente da República do país. Getúlio Dornelles Vargas morreria aos 72 anos, ao disparar contra o próprio coração, em um suicídio que o faria definitivamente "sair da vida para entrar para a história".
Nascido em São Borja, no Rio Grande do Sul, foi presidente da província gaúcha de 1928 a 1930, apadrinhado pelo coronel Borges de Medeiros. Em 1930, após perder a eleição presidencial para Júlio Prestes e Vital Soares (baiano) se organizou com as forças armadas e deu um golpe que o conduziria ao poder. Naquele momento, a elite brasileira vivia o refluxo econômico provocado pela Crise da Bolsa de Valores de 1929, responsável por desvalorizar o principal produto brasileiro, o café, no mundo inteiro.
Ao chegar ao poder, Vargas seria responsável por modernizar o estado brasileiro, incentivar a industrialização e trazer conquistas populares, como a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas), o salário mínimo e também o voto feminino, na Constituição de 1934. A partir de 1937, governaria calcado em um estado de exceção, se tornando um ditador com clara simpatia ao totalitarismo de Benito Mussolini (fascismo na Itália) e Adolf Hitler (nazismo na Alemanha). Controlava a propagada da época, tinha uma polícia secreta e perseguia seus adversários políticos, sobretudo os comunistas.
Em 1945, com o fim da II Guerra, deixa o poder após 15 anos de mandato ininterrupto. Retorna em 1950 à Presidência, eleito democraticamente. No segundo governo, cria a Petrobras, a Eletrobras e enfrenta uma forte oposição golpista que o queria fora do poder, vociferado pelo seu principal adversário político, o jornalista Carlos Lacerda. Em 24 de agosto de 1954, no Palácio do Catete (então sede do governo, no Rio de Janeiro) dispara o tiro definitivo que o tira da vida para o colocar na história, conforme deixou assinalado em carta-testemunho.
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