Política

Randolfe adianta que será a favor de PEC que reduz parlamentares no Congresso

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), relator da proposta de emenda à constituição (PEC 106/15) que pretende reduzir o número de parlamentares no Congresso Nacional, afirmou que dará parecer favorável à mudança sugerida pelo senador Jorge Viana (PT-AC).[Leia mais...]

[Randolfe adianta que será a favor de PEC que reduz parlamentares no Congresso]
Foto : Agência Brasil

Por Matheus Morais no dia 24 de Fevereiro de 2016 ⋅ 09:27

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), relator da proposta de emenda à constituição (PEC 106/15) que pretende reduzir o número de parlamentares no Congresso Nacional, afirmou que dará parecer favorável à mudança sugerida pelo senador Jorge Viana (PT-AC). Viana propõe que o número de senadores caia de 81 para 54, de deputados federais (de 513 para 385). Com isso, o número de congressistas cairia de 594  para 439 (um corte de 155 cadeiras, 26%, em todo o Congresso).

A PEC ganhou repercussão nas redes sociais com a proliferação de mensagens pelo Whatsapp e pelo Facebook nas últimas semanas. Por meio do portal e-Cidadania – espaço institucional online de participação política do Senado para que o cidadão colabore de forma mais direta e efetiva com o processo de atuação parlamentar e legislativa, mais de 145 mil pessoas votaram a favor da PEC 106/2015. Apenas 546 se manifestaram contra a proposta até o momento.

“Pretendo ouvir especialistas, cientistas políticos e constitucionalistas sobre o assunto para instruir a discussão entre os interessados pelo tema”, disse o senador ao site Congresso em Foco. O parecer do senador será apresentado na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que será realizada nesta quarta-feira (24), um requerimento para realizar uma audiência pública sobre o assunto.

Para Randolfe, a redução do número de parlamentares traz duas consequências imediatas à política brasileira: a diminuição do gasto da União com o Congresso Nacional e a correção de “uma deformação”. “A atual representação do Congresso foi consolidada na Constituição de 1988, entretanto, ela tem raízes e origem na ditadura. Foi nessa época que surgiu a figura do terceiro senador e o aumento da representação da Câmara devido à necessidade de complementar as bancadas dos estados do Norte e Nordeste”, argumenta o senador.

Segundo ele, é possível manter o equilíbrio na representação de cada estado mesmo com a redução no número de congressistas. “Nos Estados Unidos, cada estado tem dois senadores, e lá tem mais unidades federais que o Brasil. Com a discussão dessa PEC, estamos em busca do equilíbrio político pela adequação da proporcionalidade da representação”, argumenta.

A proposta

Apesar de avaliar como “difícil” a aceitação da PEC pelos outros parlamentares em exercício, o autor da proposta, Jorge Viana, acredita que a redução em um terço dos assentos no Senado e em 25% nas cadeiras da Câmara pode “aumentar a eficiência do uso dos recursos públicos”, além de “promover os princípios da economicidade – balizadores da boa administração pública”.
Caso a proposta seja aprovada pelo Congresso, cada estado e o Distrito Federal elegerão dois e não mais três senadores, como é atualmente. O tempo de mandato na Casa continua de oito anos. Na Câmara, mantém-se o critério de representação proporcional à população de cada unidade da federação. Mas o número mínimo de deputados passaria de oito para seis e o máximo de 70 (caso de São Paulo) para 53.

Se passar pela CCJ, a proposta terá de enfrentar o plenário em duas rodadas de votação. Por se tratar de uma emenda à Constituição, é necessário o apoio de 49 senadores. Só, então, o texto será submetido à Câmara. Os deputados examinam as PECs na Comissão de Constituição e Justiça e em um colegiado especial, responsável por analisar seu mérito. Para ser promulgada, a proposta precisa do voto de 308 dos 513 deputados.

Notícias relacionadas

[Governo prepara MP para recadastrar armas irregulares]
Política

Governo prepara MP para recadastrar armas irregulares

Por Juliana Rodrigues no dia 16 de Janeiro de 2019 ⋅ 08:00 em Política

Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, negou que a medida seja uma forma de anistia: "No governo do PT ninguém nunca chamou de anistia, por que vai chamar no governo do...

[Decreto da arma ignorou sete sugestões de Moro, diz coluna]
Política

Decreto da arma ignorou sete sugestões de Moro, diz coluna

Por Clara Rellstab no dia 16 de Janeiro de 2019 ⋅ 06:49 em Política

A sugestão de Moro era mais restritiva: previa a posse para duas armas, e não quatro; não prolongava automaticamente registros já concedidos para dez anos e exigia a comp...