Política

"É um lobo em pele de cordeiro", diz MK sobre Marcelo Nilo

Mário Kertész comentou, na manhã desta quinta-feira (3), a entrevista com o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSL), na Rádio Metrópole, um dia após a aprovação do projeto, votado de forma relâmpago, responsável pelo aumento de cerca de meio milhão no gasto anual, que resultou ainda na criação de três novos cargos. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Gabriel Nascimento e Matheus Morais no dia 03 de Março de 2016 ⋅ 09:52

Mário Kertész comentou, na manhã desta quinta-feira (3), a entrevista com o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSL), na Rádio Metrópole, dois dias após a aprovação do projeto, votado de forma relâmpago, responsável pelo aumento de cerca de meio milhão no gasto anual, que resultou ainda na criação de três novos cargos. "Parabéns [Zé Eduardo], pelo seu estômago de ouvir uma lorota. Marcelo Nilo é um lobo em pele de cordeiro", disse.

MK classificou como "falácia" o fato de Nilo ter chamado o deputado Soldado Prisco (PSDB), único a se opor ao PRS 2.405/2015, de oportunista. "Chama o cidadão de oportunista e diz ter apreço. É coisa de político velho, carcomido. Mas a culpa é nossa. Culpa do nosso povo, que votou neles. Ele sabe como manobrar o orçamento de R$ 490 milhões. O Brasil está falido, e ele vem com essa falácia, uma fantasia. Ele deveria dizer quantas pessoas estão à disposição dele e da família dele. Ele trata como se fosse uma das coisas mais importantes do universo. Ninguém cortou um orçamento de quase R$ 500 milhões", declarou. Ainda segundo MK, Prisco "teve uma atitude digna".

"Nilo se tornou a majestade que acabou sendo. Ele não diz que aumentou a verba de gabinete de todos os deputados, ele não abre a transparência da Assembleia. A gente não sabe quanto custou o anexo que ele inaugurou alguns anos atrás. Ele disse que liberou a oposição para votar. É ele que libera a oposição? Ainda diz que isso só aumentou R$ 120 mil e nós vamos provar que é mentira", ressaltou.

"O que acontece é que na Assembleia foi armada uma forma de poder onde todo mundo está satisfeito. Se não fosse assim, ele não seria presidente", disse. "É um presente que eu me dou nos meus 72 anos: não falar com certas pessoas", finalizou.

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