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Governistas buscam placar alto na votação do novo arcabouço fiscal para limpar imagem de 'base fraca'

Política

Governistas buscam placar alto na votação do novo arcabouço fiscal para limpar imagem de 'base fraca'

Para as siglas, essa seria uma maneira de dissolver a imagem de que o governo não tem apoio para votar temas relevantes

Governistas buscam placar alto na votação do novo arcabouço fiscal para limpar imagem de 'base fraca'

Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

Por: Metro1 no dia 11 de maio de 2023 às 13:25

Atualizado: no dia 11 de maio de 2023 às 16:26

Os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara dos Deputados trabalham para que a votação do novo arcabouço fiscal obtenha um placar elevado. Essa seria uma maneira de dissolver a imagem de que o governo não tem apoio para votar temas relevantes, a exemplo da reforma tributária.

O PSB, partido que integra a base governista, é uma das principais siglas a ecoar a ideia. O partido do vice-presidente Geraldo Alckmin sonha com um placar próximo a 315 votos favoráveis. Por ser um projeto de lei complementar, o texto precisa ser aprovado por maioria absoluta na Câmara, ou seja, 257 votos.

“As duas votações estão casadas”, afirmou o deputado Jonas Donizette (PSB-SP). “Se o governo aprovar o arcabouço fiscal e a reforma tributária, ganha uma estabilidade muito grande.”

O relator do novo arcabouço na Câmara, deputado Cláudio Cajado (PP-BA), fez um paralelo entre as duas votações em evento da Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), na última terça-feira (9). Cajado é do mesmo partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e disse que há compromisso do comandante da Casa em aprovar as duas medidas.

Em uma projeção ambiciosa, Cajado arriscou que as duas votações poderiam fazer com que a taxa básica de juros (Selic) – hoje em 13,75% ao ano –, recuasse a um dígito. “Votando o marco, votando a reforma tributária, isso vai trazer uma segurança para quando formos voltar a Lei Orçamentária Anual, em agosto, com a política monetária sendo atingida no coração”, declarou Cajado. “Com tudo pré-estabelecido, então a política monetária vai ter que fazer com que os juros caiam. E eu não tenho dúvida que, caindo a patamares de um dígito, nenhum outro país vai acompanhar o crescimento econômico do Brasil”, avaliou.