
Política
"Se tiver PP no governo Lula, não será indicação do partido", diz Tereza Cristina
A ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro afirmou que, caso algum filiado assuma um ministério, será uma escolha pessoal do presidente Lula

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A líder do PP no Senado, Tereza Cristina, afirmou que, apesar da aproximação de nomes do seu partido com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não há possibilidade da legenda integrar a base.
A ex-ministra da Agricultura no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que, caso algum filiado assuma um ministério, será uma escolha pessoal do presidente Lula.
"O presidente [do PP] Ciro [Nogueira] tem dito que ele é de oposição, tenho visto todo dia ele falando. No governo passado a minha escolha [como ministra da Agricultura] e do [Luiz Henrique] Mandetta, por exemplo, não foi indicação do DEM, partido que éramos filiados. Foi uma escolha pessoal [do Bolsonaro], e o DEM ficou fora do governo. Agora acontece a mesma coisa. O PP pode ter alguém indicado por A ou B, mas é um nome, não quer dizer que o partido vá para o governo", disse, em entrevista ao jornal O Globo.
Tereza foi citada pelo presidente do PP, senador Ciro Nogueira, como uma possível vice em 2026. Ela, no entanto, evita se colocar como candidata, mas reforça que é importante que partidos que deram sustentação a Bolsonaro não se dividam.
A líder do partido falou ainda que não há chance de o PP barrar filiados no governo. "Aqui no Senado a nossa bancada é muito coesa, tem sido de oposição, mas uma oposição responsável, votando pelo Brasil. Não é só porque é oposição que tem que votar contra tudo. Falando do meu caso, nunca recebi uma orientação: 'Vote contra ou a favor disso'. O PP encaminha sim, mas temos a liberdade de tomar nossas decisões", afirmou.
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