
Política
Fardado, Cid comparece à CPI do Atos Antidemocráticos e fica em silêncio
Ao ser confrontado sobre o silêncio de Cid, o advogado do tenente-coronel afirmou que "depois se acertava com o Supremo"

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
Ao comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos nesta quinta-feira (24), o tenente-coronel Mauro Cid adotou a mesma estratégia utilizada na oitiva que participou em julho, quando apareceu de farda diante dos parlamentares e optou por permanecer em silêncio durante a sessão.
Cid se manifestou apenas uma vez, quando justificou sua decisão de não participar ativamente do momento. "Sem qualquer intenção de desrespeitar vossas excelências e os trabalhos conduzidos por essa CPI, considerando a minha inequívoca condição de investigado e por orientação da minha defesa técnica, farei uso durante toda essa sessão do meu direito constitucional ao silêncio", declarou o militar.
A explicação dada por Cid não agradou o presidente da comissão, o deputado distrital Chico Vigilante (PT), que sinalizou à defesa do tenente-coronel que ele havia sido convocado para prestar esclarecimentos. "Ele está aqui, por decisão do Supremo, como testemunha. Não é uma invenção nossa", disse.
"Ele vai continuar do mesmo jeito. Depois eu me acerto com o Supremo", disse o advogado de Cid, Cezar Bitencourt. Vigilante não se prolongou em sua resposta ao defensor, mas citou o ditado “formiga sabe a folha que corta".
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