Política

Acusado de agressão por servidora, deputado nega e ameaça processo

Uma servidora da secretaria municipal de Saúde acusou o deputado estadual Pablo Barrozo (DEM) de agressão durante uma manifestação da categoria, na última sexta-feira (18), no bairro do Comércio, em Salvador. Identificada como Marizete Pires, a mulher relatou à 3ª Delegacia Territorial, no Bonfim, que Barrozo queria entrar no prédio da Secretaria e, como não tinha o nome na lista, foi barrado pelos manifestantes. [Leia mais...]

[Acusado de agressão por servidora, deputado nega e ameaça processo]
Foto : Reprodução/Jornal Grande Bahia

Por Gabriel Nascimento e Matheus Morais no dia 20 de Março de 2016 ⋅ 13:41

Uma servidora da secretaria municipal de Saúde acusou o deputado estadual Pablo Barrozo (DEM) de agressão durante uma manifestação da categoria, na última sexta-feira (18), no bairro do Comércio, em Salvador. Identificada como Marizete Pires, a mulher relatou à 3ª Delegacia Territorial, no Bonfim, que Barrozo queria entrar no prédio da Secretaria e, como não tinha o nome na lista, foi barrado pelos manifestantes. Na sequência, ele teria agredido verbalmente e fisicamente a servidora. A categoria deflagrou greve por tempo indeterminado na última terça-feira (15).

Em contato com o Metro1, no início da tarde deste domingo (20), o deputado deu a sua versão para o caso, negou a acusação e afirmou que vai processar a servidora, já que segundo ele, as declarações não procedem. "Agressão não aconteceu de nenhuma parte. O que aconteceu foi que barraram minha entrada, eu tinha uma audiência com José Antônio Rodrigues Alves [secretário municipal de Saúde] e cheguei a dizer pro presidente do sindicato, Everaldo [Braga], que é filiado ao PCdoB, que ele não tinha legitimidade para estar a frente da greve, porque ele é partidário. Na saída, caiu um documento do meu bolso, não vi. Meu motorista foi pegar, um deles pegou esse papel e começou um empurra-empurra. Aí o policial tirou o motorista e foi isso que aconteceu", afirmou.

"Essa senhora que está aí estava provocando o tempo inteiro, mas ninguém fez nada com ela. O que eu vou fazer é entrar com uma ação contra essa mulher para reparar, se é calúnia ou difamação. Já marquei com meu advogado. Isso é o sindicato totalmente partidário querendo aparecer. Eu não seria capaz de agredir uma mulher. Não agredi ninguém. Tenho que dar exemplo. Isso é levantar falso", finalizou.

O Metro1 procurou a servidora Marizete Pires, mas não conseguiu contato.

 

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