Política

Wagner Moura defende Dilma e diz que presidente sofre "golpe clássico"

O ator Wagner Moura saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff e afirmou que ela está sofrendo um "golpe clássico" em um "Estado policialesco". Em artigo publicado nesta quarta-feira (30) no jornal Folha de S. Paulo, o baiano diz que acredita que Dilma está sendo vítima de toda situação política. [Leia mais...]

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Foto : Tacio Moreira/ Metropress

Por Matheus Simoni no dia 30 de Março de 2016 ⋅ 15:00

O ator Wagner Moura saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff e afirmou que ela está sofrendo um "golpe clássico" em um "Estado policialesco". Em artigo publicado nesta quarta-feira (30) no jornal Folha de S. Paulo, o baiano diz que acredita que Dilma está sendo vítima de toda situação política. "É intelectualmente desonesto dizer que os governistas ou os simplesmente contrários ao impeachment são a favor da corrupção", escreve o ator. Wagner se disse "espantado" com o "ódio cego a um governo que tirou milhões de brasileiros da miséria".

"O Brasil vive uma recessão que ameaça todas as conquistas recentes. A economia parou e não há mais dinheiro para bancar, entre outras coisas, as políticas sociais que mudaram a cara do país", argumenta o ator, que vê como resultado disso o enfraquecimento das lutas progressistas e o crescimento da popularidade de "fascistas" como o deputado Jair Bolsonaro. Ao dissertar sobre a crise política, o ator classificou como "absurdo" o desejo pelo impeachment da presidente Dilma.

"O nome de Dilma Rousseff não consta na lista, agora sigilosa, da Odebrecht, ao contrário dos de muitos que querem seu afastamento. Um pedido de impeachment aceito por um político como Eduardo Cunha, que o fez não por dever de consciência, mas por puro revide político, é teatro do absurdo". Segundo o ator, o Brasil é um Estado "policialesco" movido por ódio político.

"Sérgio Moro é um juiz que age como promotor. As investigações evidenciam atropelos aos direitos consagrados da privacidade e da presunção de inocência. São prisões midiáticas, condenações prévias, linchamentos públicos, interceptações telefônicas questionáveis e vazamentos de informações seletivas para uma imprensa controlada por cinco famílias que nunca toleraram a ascensão de Lula", declarou.

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