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Lula volta a criticar Campos Neto e o classifica como adversário 'político e ideológico'

Política

Lula volta a criticar Campos Neto e o classifica como adversário 'político e ideológico'

Lula disse ainda que após a saída de Campos Neto da presidência do Banco Central, o Brasil deve voltar à normalidade e ter mais confiabilidade

Lula volta a criticar Campos Neto e o classifica como adversário 'político e ideológico'

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 21 de junho de 2024 às 17:37

Atualizado: no dia 21 de junho de 2024 às 17:53

Pela terceira vez em uma semana, o presidente Lula (PT) voltou a subir o tom, nesta sexta-feira (21), contra Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central. Desta vez, o petista afirmou que Campos Neto é um adversário "político, ideológico e do modelo de governança".

“O presidente do Banco Central é um adversário político, ideológico e adversário do modelo de governança que nós fazemos. Ele foi indicado pelo governo anterior e faz questão de dar demonstração de que não está preocupado com a nossa governança, ele está preocupado é com o que ele se comprometeu”, afirmou Lula em entrevista à rádio Mirante News FM, do Maranhão, onde o presidente participou de uma cerimônia de anúncio de investimentos.

Lula disse ainda que está chegando o momento de trocá-lo Campos Neto, referindo-se ao fim do seu mandato de presidente do BC no final deste ano. “Acho que [nesse momento] as coisas vão voltar à normalidade, porque o Brasil é um país de muita confiabilidade. Esse nervosismo especulativo que está acontecendo não vai mexer com a seriedade da economia brasileira”, completou Lula.

Nos últimos dias, Lula disparou diversas críticas públicas ao presidente do Banco Central. Ele chegou a dizer que Campos Neto não demonstra “capacidade de autonomia” e o comparou a Sérgio Moro. Nesta quinta-feira (20), Lula também lamentou a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a taxa básica de juros (Selic) em 10,50% ao ano. Essa é a primeira manutenção da taxa desde o início da sequência de sete cortes iniciados em agosto do ano passado.