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Para Aleluia, anulação do processo de impeachment é "ato desesperado"

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Para Aleluia, anulação do processo de impeachment é "ato desesperado"

O que seria formalizado em votação no Senado nesta quarta-feira, 11 de maio, foi interrompido e causou uma reação negativa entre oposições do Governo do PT. O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, sucessor e aliado de Eduardo Cunha, chegou a apontar seis motivos para uma decisão que suspende o processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), nesta segunda-feira (9). [Leia mais...]

Para Aleluia, anulação do processo de impeachment é "ato desesperado"

Foto: Tácio Moreira / Metropress

Por: Camila Tíssia e Gabriel Nascimento no dia 09 de maio de 2016 às 12:27

O que seria formalizado em votação no Senado nesta quarta-feira, 11 de maio, foi interrompido e causou uma reação negativa entre oposições do Governo do PT. O presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, sucessor e aliado de Eduardo Cunha, chegou a apontar seis motivos para uma decisão que suspende o processo de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff (PT), nesta segunda-feira (9). Em entrevista à Rádio Metrópole, o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA), disse que o ato é "desesperado de alguém que está despreparado para o cargo".

"O que ele decidiu não tem nenhuma consequência jurídica. Fomos ao Supremo na semana passada, e conversamos ainda sobre a hipótese. O assunto já está em outra instância, a Câmara já concluiu sua decisão. A decisão está na mão do Senado agora e será tomada na quarta-feira. Isso só acelera somente a necessidade de afastar esse presidente que não tem a menor condição de cotinuar no cargo", afirmou. 

Aleluia reforçou que Waldir não teria "condição" para continuar na presidência da Câmara. "O que ele fez foi apenas dar algum discurso pra senadores do PT que podem tentar adiar o processo. Existe maioria folgada do Senado a favor da abertura do processo. Eu estava presidindo um debate em São Paulo, tentei tranquilizar as pessoas e o mercado".

O deputado defendeu ainda que o caso já teria passado pela Câmara e não cabe a "manobra desesperada", neste momento. "O assunto já está em outra instância. Estamos examinando no ponto de vista formal, um recurso para a decisão dele, e ele seria derrotado. O que precisa é acelerar o processo de eleição do novo poder da Câmara. O afastamento permanente do presidente da Câmara gera uma vacância. É necessário que resolva esse problema e não discutir essa decisão".

O prosseguimento da ação que pediu o impeachment de Dilma, foi confirmado na Câmara dos Deputados, no dia 17 de abril deste ano. Com isso, o afastamento da presidente seria definido, também em votação, no Senado. Se entre os 81 senadores, fosse aprovado por 41 votos, a petista seria afastada por até 180 dias.