
Política
Após prisão de Bolsonaro, polícia mantém esquema de segurança na Esplanada
SSP-DF avalia possíveis novos protestos e não descarta o fechamento da Esplanada caso ocorram manifestações mais intensas

Foto: Antonio Augusto/STF
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) montou um esquema especial de monitoramento na Esplanada dos Ministérios e na Praça dos Três Poderes nesta terça-feira (5), um dia após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida foi adotada após manifestações de apoiadores, que realizaram buzinaço e carreata em Brasília na noite de segunda-feira (4).
Segundo a SSP, a inteligência da pasta avalia possíveis novos protestos e não descarta o fechamento da Esplanada caso ocorram manifestações mais intensas.
Na noite de segunda, a Polícia Militar bloqueou parte da via na altura do Museu Nacional para organizar o trânsito. A carreata saiu do estacionamento da Torre de TV e foi até a Esplanada, mas os manifestantes acabaram desviando o trajeto em direção ao bairro Jardim Botânico, onde Bolsonaro reside.
No local, a PM também impediu o acesso à rua do condomínio do ex-presidente. O buzinaço se intensificou na região, com carros com bandeiras do Brasil e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes.
Entre os políticos presentes estavam os deputados federais Bia Kicis (PL-DF), Evair de Melo (PP-ES), Rodolfo Nogueira (PL-MS), Cabo Gilberto (PL-PB) e Delegado Caveira (PL-PA). Eles se juntaram aos manifestantes para criticar o STF, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AM), e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Prisão domiciliar
A decisão de Alexandre de Moraes, relator dos inquéritos contra Bolsonaro no STF, foi tomada nesta segunda-feira (4). O magistrado afirma que o ex-presidente violou medidas cautelares ao preparar e estimular, mesmo que indiretamente, manifestações com ataques à Corte.
De acordo com Moraes, Bolsonaro participou de forma remota dos atos realizados no domingo (3), quando enviou mensagens de apoio aos manifestantes por telefone e vídeo, desrespeitando a ordem que o proibia de deixar sua casa aos finais de semana e de se comunicar com outros investigados.
O conteúdo das falas foi posteriormente compartilhado nas redes sociais por aliados.
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