
Política
Cármen Lúcia diz que estaria “na prisão” se tentativa de golpe tivesse se concretizado em 2022
Ministra do STF afirmou em evento no Rio que havia ordens para “neutralizar” magistrados nos processos do 8 de Janeiro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, saiu em defesa da democracia durante participação em uma conferência literária no Rio de Janeiro.
No evento, a ministra afirmou que, caso o golpe de Estado articulado em 2022 tivesse sido concretizado, ela estaria presa e “não poderia nem estar aqui julgando”.
“Outro dia alguém me perguntava por que julgar uma tentativa de golpe, se foi apenas tentativa. Meu filho, se tivessem dado o golpe, eu estava na prisão, não poderia nem estar aqui julgando”, declarou, durante discurso na 1ª Festa Literária da Fundação (FliRui), realizada na Casa de Rui Barbosa.
Cármen Lúcia lembrou que, nos julgamentos relacionados ao 8 de Janeiro, há registros explícitos de ordens para “neutralizar” ministros do Supremo.
“Nos processos que estamos julgando este ano, havia documentado, em palavras, a tentativa de ‘neutralizar’ alguns ministros do Supremo. As ordens estavam em palavras. A mesma coisa é a sentença: ela vem em palavras. Nós nos comunicamos pela palavra. A palavra traduz a alma de uma pessoa”, afirmou.
A fala ocorre no momento em que integrantes do núcleo central da trama golpista, o chamado “núcleo 1”, começaram a cumprir suas penas. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão e atualmente cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
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