
Política
Araújo é acusado de compra de votos; parlamentar diz que é manobra de Cunha
A Corregedoria do Conselho de Ética da Câmara notificou nesta terça-feira (31) o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), para que explique acusações, protocoladas por políticos baianos, direcionadas a ele. [Leia mais...]

Foto: Beto Oliveira/Agência Câmara
A Corregedoria do Conselho de Ética da Câmara notificou nesta terça-feira (31) o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), para que explique acusações, protocoladas por políticos baianos, direcionadas a ele.
Araújo terá cinco dias para apresentar a sua defesa. Após esse prazo, as suspeitas serão analisadas pelo corregedor e um parecer será encaminhado à Mesa Diretora, que deve decidir se arquiva o pedido ou formaliza uma representação contra ele no Conselho de Ética. Caso isso aconteça, o processo terá que ser instaurado, e José Carlos Araújo será afastado do colegiado, tal qual determina o Código de Ética.
Segundo o presidente, os pedidos de representação foram apresentados por Cleová de Oliveira Barreto, prefeito da cidade de Morro do Chapéu, no interior da Bahia, e por Leonardo Sousa Moreira e João Humberto Batista, ambos vereadores na mesma cidade. Araújo é acusado de compra de votos em Juazeiro.
A notificação foi feita no momento da entrega do relatório final pelo deputado Marcos Rogério (DEM-RO) sobre o processo do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por suposta quebra de decoro parlamentar. Embora não tenha revelado o seu voto, a sinalização é de que irá pedir a cassação do mandato do peemedebista.
De acordo com Araújo, a medida é uma manobra de aliados de Cunha para intimidá-lo e retirá-lo da presidência do colegiado, justamente no momento em que o Conselho de Ética está prestes a discutir o parecer sobre a cassação. "É mais uma tentativa de manobra. Os que têm posição firme no conselho estão sendo pressionados", criticou Araújo, que afirmou que não irá se "render". "Mesmo afastado [da Câmara], tudo leva a crer que ele continua manejando os seus tentáculos nessa Casa. Mas não vamos ficar intimidados. Eu não tenho medo e não vou ficar intimidado. O processo está se afunilando para acabar e as coisas estão começando a ficar insuportável, mas não vou me render, não vou me entregar. Vão tentar me afastar, mas nós vamos resistir", declarou.
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