
Política
Diretor da PF diz que caso Master tramita sob 'regularidade absoluta' com Toffoli
Declaração é feita no mesmo dia em que ministro Gilmar Mendes saiu em defesa de Toffoli e afirmou não haver irregularidade na permanência do colega na relatoria do caso Banco Master

Foto: Andressa Anholete/STF
Em meio aos questionamentos a respeito da atuação do ministro Dias Toffoli no caso do Banco Master, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues afirmou que o inquérito sobre suspeitas relacionadas ao banco tramita sob “absoluta regularidade” com Toffoli. A declaração foi feita nesta segunda-feira (26).
Questionado por jornalistas sobre o tema em evento de solenidade de abertura do curso de formação de agentes da PF — no Teatro de Arena — em Brasília, Andrei disse que não entraria em detalhes operacionais sobre operações em andamento, mas afirmou que o processo é regular. Na ocasião, o diretor-geral comentou uma declaração do ex-ministro da Justiça e ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski, que também estava presente.
"O ministro Lewandowski comentou na sua aula magna sobre o papel do juiz em todos os casos e esse é mais um deles, em absoluta regularidade, que nós seguimos instruindo conforme as determinações dos magistrados”, defendeu.
Além disso, o diretor destacou o papel da Polícia Federal como instituição de Estado, e disse que sua autonomia “tem sido garantida desde o primeiro dia da nossa gestão pelo governo federal”.
Mendes em defesa do ministro
Ainda nesta segunda-feira, o ministro Gilmar Mendes saiu em defesa de Toffoli e afirmou não haver irregularidade na permanência do colega na relatoria do caso Banco Master. Segundo o decano do Supremo Tribunal Federal, a atuação de Toffoli já foi analisada pela Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a legalidade de sua condução no processo.
Parlamentares contra Toffoli
Deputados solicitaram a retirada de Dias Toffoli da condução do processo que investiga o Banco Master. O questionamento se deu após uma viagem internacional ocorrida antes de ele assumir a relatoria do caso. O ministro teria feito uma viagem ao Peru para a final da Libertadores, no mesmo avião em que um advogado ligado à defesa de um dirigente do banco investigado.
“À conta de suposta viagem realizada pelo ministro relator a Lima, no Peru, em 28.11.2025, na mesma aeronave em que se encontrava o advogado Augusto Arruda Botelho, defensor do diretor de compliance da instituição referida, Luiz Antônio Bull”, diz o pedido.
Arquivamento pela PGR
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, determinou o arquivamento da solicitação e afirmou que não cabe qualquer medida adicional, já que o tema está sob exame do próprio STF. “O caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”, escreveu.
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