
Política
Lula defende STF, critica golpistas e cobra rigor contra desinformação nas eleições
Na abertura do ano judiciário, presidente afirmou que divergências se resolvem nas urnas e alertou para impactos da tecnologia em 2026

Foto: Reprodução/STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou na abertura do ano judiciário nesta segunda-feira (2), no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Ele defendeu o papel do Judiciário e criticou tentativas de ruptura democrática.
Segundo Lula, o STF atuou dentro de suas atribuições constitucionais. “O Supremo Tribunal Federal não buscou protagonismo, muito menos tomou para si atribuições de outros poderes. Agiu no estrito cumprimento de sua responsabilidade institucional. O Brasil demonstrou mais uma vez que é muito maior do que quaisquer golpistas ou traidores da pátria”, afirmou.
Ele também disse que o Judiciário tem sido guardião da democracia. “Nesses últimos anos, o judiciário tem sido guardião da Constituição, do Estado Democrático de Direito e da soberania do voto popular. O Supremo Tribunal Federal não buscou protagonismo, muito menos tomou para si atribuições de outros poderes”, declarou, acrescentando que a Corte “defendeu a Constituição, garantiu a integridade do processo eleitoral e protegeu a liberdade do voto”.
Ao tratar do ambiente político, Lula reforçou que conflitos devem ser resolvidos de forma institucional. “No Brasil, divergências políticas se resolvem pelas urnas, pelo diálogo institucional e pelas leis. A Constituição não é apenas um pacto jurídico, ela é um pacto civilizatório. O povo brasileiro não quer conflito entre instituições, quer estabilidade”, disse.
O presidente também alertou para o impacto das novas tecnologias nas eleições de 2026. Para ele, “uma mentira repetida mil vezes tem o poder de influir os resultados eleitorais”. Ele defendeu que a Justiça Eleitoral atue com rigor e que governos, instituições, plataformas digitais e meios de comunicação compartilhem responsabilidades para garantir um ambiente digital ético.
A cerimônia marcou a retomada oficial dos trabalhos do Judiciário após o recesso e reuniu autoridades dos Três Poderes.
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