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Defesa de Daniel Vorcaro pede adiamento de depoimento à CPMI do INSS

Política

Defesa de Daniel Vorcaro pede adiamento de depoimento à CPMI do INSS

Dono do Banco Master alega prazo curto para preparação e solicita participação por videoconferência

Defesa de Daniel Vorcaro  pede adiamento de depoimento à CPMI do INSS

Foto: Divulgação/Banco Master

Por: Metro1 no dia 03 de fevereiro de 2026 às 13:58

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS recebeu, nesta terça-feira, uma petição do banqueiro Daniel Vorcaro solicitando o adiamento do depoimento marcado para esta quinta-feira. A defesa argumenta que a intimação ocorreu no último fim de semana, o que comprometeria a razoabilidade do prazo para preparação e poderia causar prejuízos ao direito de defesa.

Além do adiamento, os advogados pediram que a oitiva seja realizada em formato híbrido, com participação por videoconferência. Segundo a defesa, Vorcaro enfrenta dificuldades para se deslocar até Brasília em razão do cumprimento de medidas cautelares impostas na cidade de São Paulo.

Até o momento, a direção da CPMI ainda não se pronunciou sobre o pedido, que permanece sob sigilo no sistema da comissão.

A convocação do proprietário do Banco Master foi solicitada pelo relator do colegiado, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), para que ele preste esclarecimentos na condição de testemunha.

O parlamentar fundamentou o pedido em documento enviado à comissão pela Secretaria Nacional do Consumidor, que aponta o Banco Master, detentor de Acordo de Cooperação Técnica com o INSS para oferta de crédito consignado a beneficiários, entre as instituições financeiras com maior número de reclamações registradas nos últimos anos.

De acordo com a justificativa apresentada, cabe à CPMI analisar possíveis falhas institucionais e nos mecanismos de controle relacionados a suspeitas de fraudes em empréstimos consignados destinados a aposentados e pensionistas do INSS. A investigação busca identificar eventuais entidades e pessoas físicas envolvidas nas operações, a destinação dos recursos e a possível ocorrência de crimes, como lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, concussão e outras infrações penais relacionadas ao desvio de valores.