
Política
Haddad apoia decisão de Dino e defende regulamentação dos supersalários pelo Congresso
Ministro da Fazenda reforça suspensão dos “penduricalhos” e prazo de 60 dias para adequação nos Três Poderes

Foto: Washington Costa/MF
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (6) que a suspensão dos chamados “penduricalhos” no serviço público deve ser resolvida de forma definitiva pelo Congresso Nacional, em linha com a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A medida determinou que Câmara e Senado regulamentem quais verbas indenizatórias podem ser admitidas como exceção ao teto constitucional de remuneração.
Enquanto não houver nova legislação, a decisão estabelece prazo de até 60 dias para que órgãos dos Três Poderes, em todas as esferas da Federação, revisem o pagamento de verbas remuneratórias e indenizatórias, suspendendo aquelas sem base legal. A liminar reforça o cumprimento do teto constitucional e busca coibir distorções que permitem salários acima do limite previsto na Constituição.
O tema dos supersalários integra a agenda econômica do governo até 2026, mas projetos que tratam da regulamentação das verbas indenizatórias seguem travados no Congresso. A decisão de Dino ainda será submetida ao referendo do plenário do STF, com julgamento previsto para 25 de fevereiro.
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