
Política
Arthur Lira avalia recorrer ao STF contra acareação autorizada pela PF
Ex-presidente da Câmara sustenta que medida é prematura e sem base jurídica antes de eventual depoimento

Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
O ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) avalia contestar no Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão que autorizou a Polícia Federal a realizar uma acareação entre ele e o deputado José Rocha (União-BA). Interlocutores afirmam que Lira estuda apresentar uma petição contra a ordem do ministro Flávio Dino, alegando que ainda não prestou depoimento no inquérito que apura o suposto esquema do Orçamento Secreto. As informações são do Metrópoles.
A aliados, Lira classifica a acareação como descabida e argumenta que não há base jurídica para esse tipo de confronto antes de um depoimento formal, sobretudo porque não figura como investigado. Ele também sustenta que o parlamentar já foi confrontado por outros depoimentos que apontariam contradições, como o do deputado Fernando Marangoni (União-SP). Em dezembro, uma operação da PF teve como alvo a ex-assessora de Lira, Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”.
A acareação integra um inquérito em tramitação no STF que investiga desvios de emendas parlamentares. Deputados ouvidos pela PF afirmaram que Tuca tinha ampla influência na destinação de recursos, relato feito também por José Rocha, que citou o envio informal de documentos e planilhas por aplicativos de mensagem. A Polícia Federal ainda define a data da acareação, após a autorização do Supremo.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

