
Política
Na disputa pela reeleição, Lula avalia trocar vice e isolar adversários
Presidente avalia até troca de vice para atrair MDB e busca neutralizar centrão na disputa presidencial

Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou uma ofensiva política em duas frentes para fortalecer sua candidatura à reeleição e enfraquecer o provável adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL). A estratégia inclui afastar partidos do centrão da candidatura bolsonarista e ampliar ao máximo o arco de alianças, sob a avaliação de que apenas cerca de 10% do eleitorado ainda está em disputa.
Um dos movimentos mais sensíveis envolve a tentativa de atrair o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o que poderia levar à troca do atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). A ideia é que a vaga de vice daria força ao MDB na convenção partidária e ampliaria tempo de TV, mas o plano enfrenta resistências internas no partido e o risco de desgaste com Alckmin, que já afirmou que apoiará Lula mesmo fora da chapa.
Paralelamente, Lula atua para garantir a neutralidade de partidos do centrão. Um dos principais gestos foi a reunião com Ciro Nogueira, presidente do PP, que discutiu a possibilidade de neutralidade nacional da legenda em troca de apoio local. O PP e o União Brasil formaram a federação União Progressista, hoje a maior bancada da Câmara, o que amplia o peso dessas negociações.
O presidente também intensificou conversas com lideranças regionais e com o presidente da Câmara, Hugo Motta, buscando apoio informal e alianças estaduais. Sem um nome forte da direita para o Planalto, após a decisão do governador Tarcísio de Freitas de disputar a reeleição em São Paulo, Lula aposta em alianças locais para isolar Flávio Bolsonaro e consolidar vantagem na corrida presidencial.
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