
Política
PF avalia pedir ao STF quebra de sigilo de fundo ligado a familiares de Toffoli em investigação do Master
Investigadores querem apurar possível corrupção passiva; ministro ainda não é formalmente alvo do inquérito

Foto: Andressa Anholete/STF
Investigadores envolvidos nas apurações sobre fraudes bilionárias no Banco Master avaliam solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra de sigilo do fundo Maridt, ligado a familiares do ministro Dias Toffoli. O objetivo é investigar se houve prática de corrupção passiva. Até o momento, Toffoli não é formalmente alvo da investigação.
Além da quebra de sigilo, os agentes pretendem realizar novas diligências para rastrear o caminho do dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro e verificar supostos pagamentos ao magistrado. As suspeitas foram mencionadas em conversas encontradas nos celulares de Vorcaro e reunidas em um relatório de cerca de 200 páginas entregue ao presidente do STF, Edson Fachin.
Após a divulgação do relatório policial, Toffoli admitiu pela primeira vez ser um dos sócios do fundo Maridt, que possuía participação societária no resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). A fatia no empreendimento foi posteriormente vendida a um fundo ligado a Vorcaro.
Em nota, o gabinete do ministro afirmou que todas as operações ocorreram de forma regular e que as declarações financeiras da empresa e de seus acionistas “sempre foram devidamente aprovadas”.
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