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“A Turma”: quem integra e como atuava a milícia privada de Vorcaro

Política

“A Turma”: quem integra e como atuava a milícia privada de Vorcaro

Polícia Federal identificou estrutura de vigilância e coerção privada comandada pelo dono do Banco Master

“A Turma”: quem integra e como atuava a milícia privada de Vorcaro

Foto: Divulgação/Banco Master

Por: Metro1 no dia 04 de março de 2026 às 13:29

Atualizado: no dia 04 de março de 2026 às 14:08

A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (4), o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a terceira fase da operação Compliance Zero, em São Paulo. Segundo as investigações, a corporação identificou a atuação de um grupo denominado “A Turma”.

Segundo a investigação da Polícia Federal, o grupo incluía um núcleo de comando, responsável pelas estratégias financeiras e ordens de atuação, e uma estrutura paralela conhecida como “A Turma”, usada para monitorar alvos, obter informações sigilosas e intimidar desafetos. 

Segundo a investigação, a chamada “A Turma” era dividida em três frentes: liderança, núcleo operacional e núcleo de apoio/corrupção. No topo estaria Daniel Bueno Vorcaro, apontado como líder e responsável por definir as estratégias financeiras do grupo, incluindo captação agressiva de recursos, pagamentos ilícitos e ações de monitoramento e intimidação contra desafetos e jornalistas.

No núcleo operacional, o cunhado Fabiano Campos Zettel seria o responsável por viabilizar pagamentos e estruturar contratos simulados para lavagem de dinheiro. Já Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Felipe Mourão” ou “Sicário”, coordenaria a estrutura de vigilância privada, executando ordens de monitoramento, extração ilegal de dados e intimidação. O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva teria usado experiência e contatos para obter informações sigilosas e realizar vigilância clandestina.

A investigação também aponta um núcleo de apoio, com atuação junto ao Banco Central do Brasil. O ex-diretor Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe de supervisão Belline Santana são citados como consultores informais, que antecipariam informações sobre fiscalizações e revisariam documentos do Banco Master antes do envio ao próprio órgão regulador.

Por fim, Leonardo Augusto Furtado Palhares, da Varajo Consultoria, e Ana Claudia Queiroz de Paiva, da Super Empreendimentos, teriam formalizado contratos fictícios e operado transferências financeiras usadas para dar aparência de legalidade aos repasses e sustentar as atividades do grupo.