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Supremo começa a julgar deputados do PL por suspeita de cobrar propina sobre emendas

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Supremo começa a julgar deputados do PL por suspeita de cobrar propina sobre emendas

De acordo com a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República, Pastor Gil, Josimar Maranhãozinho e o suplente Bosco Costa exigiram R$ 1,6 milhão para liberar R$ 6,6 milhões em recursos destinados por parlamentares

Supremo começa a julgar deputados do PL por suspeita de cobrar propina sobre emendas

Foto: Reprodução

Por: Metro1 no dia 10 de março de 2026 às 11:34

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta terça-feira (10) a julgar dois deputados federais do Maranhão e um suplente do PL de Sergipe pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Todos os três são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cobrarem propina para a liberação de emendas parlamentares. 

São alvos da ação penal na qual são réus os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE). Além deles, mais cinco pessoas ligadas aos parlamentares figuram como réus no processo e também serão julgadas.

De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os acusados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar, no interior do Maranhão.

O caso é relatado pelo ministro Cristiano Zanin. Também fazem parte da turma os ministros Flavio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. Além da sessão desta manhã, o STF marcou mais duas reuniões para analisar o caso, que serão realizadas nesta tarde e na manhã da quarta-feira (11).  

Durante a tramitação do processo, a defesa do deputado Josimar Maranhãozinho declarou ao Supremo que as acusações da PGR contra o parlamentar se "mostram frágeis e desfundamentadas". Os advogados de Bosco Costa defenderam a rejeição da denúncia por falta de provas. A defesa afirmou à corte que a acusação está baseada em "diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco".

Já a defesa do Pastor Gil destacou a ilegalidade das provas obtidas na investigação por entender que o caso deveria ter iniciado no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. Os advogados também acrescentaram que a denúncia é baseada em "hipóteses e conjecturas". As informações são da Agência Brasil.