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Erika Hilton é eleita presidente da Comissão da Mulher na Câmara e cria debate entre parlamentares

Política

Erika Hilton é eleita presidente da Comissão da Mulher na Câmara e cria debate entre parlamentares

Deputada se torna primeira mulher trans a ocupar presidência do colegiado na história do Parlamento

Erika Hilton é eleita presidente da Comissão da Mulher na Câmara e cria debate entre parlamentares

Foto: Foto: Reprodução

Por: Metro1 no dia 11 de março de 2026 às 18:34

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita nesta quarta-feira (11) a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, instalada também nesta quarta. Com isso, ela se torna a primeira mulher trans a ocupar a presidência do colegiado na história do Parlamento.

Durante seu discurso após a votação, Erika falou da sua condução na presidência da Comissão. "Não faremos uma gestão sem se preocupar com a pluralidade na Câmara dos Deputados, com a importância da pauta das mulheres, e com aquilo que é extremamente fundamental para fazermos o enfrentamento à essa violência patriarcal, misógina, que tem acometido meninas e mulheres em todo o território nacional que, segundo ela, não se preocupam com quem está assumindo a cadeira, e sim “preocuoadas como é que vão salvar as suas vidas, proteger os seus corpos, como é que vão garantir não ser entregues à mão de seus estupradores”, complementou. 

Críticas
Desde o anúncio da possibilidade de assumir a Comissão, a parlamentar foi alvo de diversos comentários. Na última terça-feira (10), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou a indicação e disse que representa um risco aos espaços conquistados historicamente por "mulheres que nasceram mulheres." Em um vídeo repostado, onde discursa na tribuna da Câmara dos Deputados, em 2023, utilizando uma peruca loira e afirmando se identificar como uma mulher transexual, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) diz, no recorte da gravação, que “mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres" sob a legenda “eu avisei”. A publicação foi feita na rede social X (Antigo Twitter).

Em meio aos comentários de parlamentares e nas redes sociais, a deputada rebate as críticas e diz esperar que sua condição de gênero não seja uma preocupação. "Eu espero que nós, com a pluralidade dos partidos que aqui compõem esta comissão, não nos preocupemos e não demos importância à condição de gênero da presidenta da Comissão da Mulher, mas que o que vale aqui, de fato, sejam as problemáticas que nós precisamos enfrentar no nosso país."

Ainda em seu discurso, Erika defendeu a discussão de temas como regulação de plataformas digitais no combate à misoginia e discussão sobre o enfrentamento aos movimentos Incel e Redpill — movimentos considerados misóginos — que incentivam ódio e desprezo contra as mulheres.

Votação na Câmara
Erika, que substitui a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), recebeu 11 votos, e houve dez votos em branco. A comissão também elegeu Laura Carneiro (PSD-RJ) para 1ª vice-presidente; Delegada Adriana Accorsi (PT-GO) para 2ª vice-presidente; e Socorro Neri (PP-AC) para 3ª vice-presidente. Todas elas receberam 11 votos, e houve dez votos em branco para cada cargo.