
Política
Bolsonaro apresenta piora da função renal, diz boletim médico
Comunicado do DF Star diz que ex-presidente ainda não tem previsão de alta da UTI

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde a última sexta-feira (13), está clinicamente estável, mas, segundo boletim médico divulgado neste sábado (14) pelo Hospital DF Star, ele apresentou piora da função renal. Ainda não há previsão de alta da UTI.
"Encontra-se estável clinicamente, porém apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios", diz trecho do boletim.
Bolsonaro deu entrada na unidade hospitalar na manhã de ontem, após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames de imagem e laboratoriais confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.
Ainda ontem, o médico dele, o cardiologista Brasil Caiado, disse que o quadro de pneumonia do ex-mandatário é "acentuado" e "grave".
"O quadro é grave porque o quadro começou nesta madrugada", disse, explicando que a infecção acentuada foi identificada após realização de um exame específico. "A pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre é grave e evolui para a septsemia, por isso a emergência médica", complementou Caiado.
Defesa solicita prisão domiciliar
Diante do estado de saúde atual do ex-presidente, o advogado dele, Paulo Cunha Bueno, voltou a insistir na necessidade de transferência de Bolsonaro para o regime de prisão domiciliar.
"A defesa tem insistido reiteradamente na necessidade da transferência do presidente para a custódia domiciliar, diante de um quadro de saúde que demanda cuidados e precauções que jamais poderão ser dispensadas em qualquer estabelecimento prisional, por melhores condições que apresente", disse Bueno em rede social.
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