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Hugo Motta defende cautela em debate sobre fim da jornada 6x1 na Câmara

Política

Hugo Motta defende cautela em debate sobre fim da jornada 6x1 na Câmara

Presidente da Casa afirma que é preciso avaliar impactos econômicos antes de avançar com proposta de redução da carga horária

Hugo Motta defende cautela em debate sobre fim da jornada 6x1 na Câmara

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 17 de março de 2026 às 17:22

Após cobranças de representantes do setor produtivo, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu que o Congresso avance com cautela na discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 de trabalho.

A declaração foi feita nesta terça-feira durante almoço da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE), após manifestações de participantes que alertaram para possíveis impactos da medida na economia. Segundo Motta, é necessário entender como o país absorveria a redução da jornada antes de qualquer avanço.

“O que nós temos que entender é como o país vai absorver essa redução de jornada de trabalho. E o país que eu falo é o governo, é o setor produtivo” afirmou.

A proposta ainda está em fase inicial de tramitação na Câmara dos Deputados e aguarda análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na semana passada, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou de debates no colegiado e defendeu que o tema seja tratado por meio de PEC.

Motta ressaltou que, mesmo em ano eleitoral, a discussão não será feita de forma apressada e deve buscar equilíbrio entre trabalhadores e setores produtivos. Segundo ele, decisões sem análise aprofundada podem gerar efeitos negativos para a economia e para o próprio governo.

Durante o encontro, representantes do setor empresarial levantaram preocupações sobre os possíveis impactos da mudança. Entre eles, o executivo Vander Giordano, da Multiplan e integrante do conselho da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), citou desafios para diferentes áreas, como comércio, indústria e serviços públicos.

Ele destacou, por exemplo, possíveis dificuldades de adaptação em setores com funcionamento contínuo e em atividades com forte presença aos fins de semana, como os shoppings.

Apesar das críticas, Motta afirmou que o debate deve ser conduzido com base em dados e diálogo amplo. Para ele, é fundamental que os setores apresentem estudos e projeções sobre os efeitos práticos da redução da jornada de trabalho antes da tomada de decisão.