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Mendonça prorroga inquérito do caso Master por mais 60 dias

Política

Mendonça prorroga inquérito do caso Master por mais 60 dias

Prazo inicial de 60 dias acabou na última segunda-feira (16); Novo pedido alega excesso de materialidade recolhida principalmente nos celulares de Vorcaro

Mendonça prorroga inquérito do caso Master por mais 60 dias

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 18 de março de 2026 às 13:57

Atualizado: no dia 18 de março de 2026 às 14:39

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (18) a prorrogação do inquérito do caso do Banco Master — de Daniel Vorcaro — por mais 60 dias. A liberação atende ao pedido enviado pela Polícia Federal (PF) na última terça-feira (17).

Na decisão, o ministro afirma que a PF solicitou a medida para a "realização de diligências reputadas imprescindíveis" para que os fatos em apuração sejam esclarecidos. "Considerando-se as razões apresentadas pela autoridade de polícia judiciária federal, defiro o pedido, prorrogando o inquérito por mais sessenta dias", diz Mendonça.

Solicitação da PF
Inicialmente, o antigo relator do caso, ministro Dias Toffoli, havia estabelecido um prazo de 60 dias, que acabou na última segunda-feira (16). Com o tempo escasso, a PF fez uma nova solicitação, justificada pela complexidade do caso, o alto volume de documentos apreendidos e a necessidade de análises técnicas aprofundadas. A solicitação de extensão do prazo aponta que a investigação ainda está em andamento e demanda novas diligências antes de uma eventual conclusão dos investigadores.

Pedido de prorrogação e novos elementos
Nesse pedido de prorrogação, a Polícia Federal alega o excesso de materialidade recolhida principalmente nos celulares de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As equipes querem realizar outras inquirições e demais diligências necessárias para esclarecer os fatos.

Em 4 de março, André Mendonça ordenou a prisão de Daniel Vorcaro e de outras três pessoas suspeitas de integrarem uma “milícia privada”, batizada como “A Turma”,  que vigiava, intimidava e obtinha dados de potenciais adversários de seu grupo. As prisões deram um desdobramento na terceira fase da Operação Compliance Zero, na qual a PF investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pelo Master.