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Lula revela frustração com redução de 0,25% na Selic:

Política

Lula revela frustração com redução de 0,25% na Selic:

Avaliação do presidente sobre posição do Banco Central vai de encontro à declaração da ministra Gleisi Hoffmann, que classificou decisão como "decepcionante"

Lula revela frustração com redução de 0,25% na Selic:

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 19 de março de 2026 às 18:06

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a redução da taxa básica de juros para 14,75%, anunciada na última quarta-feira (18) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Segundo o Lula, em declaração feita nesta quinta-feira (19), em São Paulo, a guerra no Oriente Médio não deveria ter efeitos no Banco Central do Brasil.

"Acordei triste hoje porque esperava que o Banco Central abaixasse em 0,5% os juros. Essa guerra (no Oriente Médio por causa dos ataques no Irã) chegou até no Banco Central!? Não não é possível, estamos no sacrifício", disse o presidente, durante a 17ª Caravana Federativa. O presidente também pediu aos governadores para zerar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel. 

"Vamos pedir a governadores para fazer a isenção do ICMS para não permitir o aumento do combustível (...). O governo federal vai pagar metade da isenção que eles (governadores) fizerem”, afirmou o petista.

A avaliação de Lula sobre a posição do Banco Central vai de encontro à declaração da ministra Gleisi Hoffmann, titular da Secretaria de Relações Institucionais do governo. Ontem, logo após o anúncio da redução da Selic de 15% para 14,75%, ela classificou a decisão como "decepcionante". A declaração foi feita na rede social X (antigo Twitter.) "Redução de apenas 0,25 na taxa Selic, sem sinalização clara de novos cortes, é decepcionante. O país ja pagou um preço alto demais pela politica de juros contracionista, que está inibindo o investimento e inflando a divida pública e das famílias", escreveu Gleisi.

Ao anunciar o corte de 0,25%, o Copom reforçou a preocupação com o cenário externo, em decorrência dos conflitos no Oriente Médio que fez o preço do barril do petróleo disparar mais de 40% e ficar em torno de US$ 100 — o que desencadeou uma revisão para cima das projeções de inflação neste ano.