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CPMI do INSS pede que STF diga quem usou telefone institucional em conversas com Vorcaro

Política

CPMI do INSS pede que STF diga quem usou telefone institucional em conversas com Vorcaro

Comissão quer saber quem utilizava número institucional ligado à Corte com ex-banqueiro

CPMI do INSS pede que STF diga quem usou telefone institucional em conversas com Vorcaro

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Por: Metro1 no dia 19 de março de 2026 às 18:46

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no INSS encaminhou um pedido formal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para identificar o responsável pelo uso de um número institucional vinculado à Corte, segundo informações do jornal O Globo. A linha aparece em trocas de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O número foi associado ao STF após análise decorrente da quebra de sigilo telefônico, com confirmação feita por operadoras por meio do Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (SITTEL). A partir disso, a comissão decidiu avançar na apuração para esclarecer quem utilizava o aparelho no período das conversas.

No ofício enviado ao diretor-geral do Supremo, a CPI requisita o histórico completo de uso da linha nos últimos cinco anos. O foco, no entanto, está na data específica das mensagens com Vorcaro. O prazo estipulado para resposta é de dois dias úteis.

Segundo o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ainda não há elementos que permitam identificar diretamente o autor das mensagens. Ele destacou que, embora o número esteja ligado ao STF, não é possível afirmar, neste momento, que o contato tenha sido feito por um ministro da Corte.

Entre os registros analisados, há uma mensagem enviada no fim da tarde em que o ministro Alexandre de Moraes compartilha a imagem de um bloco de notas com a pergunta “Conseguiu bloquear?”. Outros diálogos tratam de tratativas envolvendo a possível venda do Banco Master. Parte dessas conversas ocorreu por meio de mensagens com visualização única no WhatsApp, o que limita o acesso ao conteúdo completo.

Apesar dos indícios, a CPI afirma que não irá antecipar conclusões antes de obter a confirmação oficial sobre quem utilizava o telefone. Em nota, a presidência da comissão ressaltou que a solicitação ao STF busca garantir precisão na identificação do responsável, além de assegurar transparência e respeito aos procedimentos legais durante a investigação.