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Lula afirma que vai cobrar Conselho de Segurança da ONU sobre guerra no Irã

Política

Lula afirma que vai cobrar Conselho de Segurança da ONU sobre guerra no Irã

Declaração ocorreu durante discurso em Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo nesta quinta-feira (19)

Lula afirma que vai cobrar Conselho de Segurança da ONU sobre guerra no Irã

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Por: Metro1 no dia 20 de março de 2026 às 09:00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, na noite de quinta-feira (19), a atuação dos países que integram o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração ocorreu durante discurso em Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, com foco na escalada de conflitos internacionais, como a guerra no Irã.

Segundo Lula, os membros permanentes — Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França — não cumprem o papel de garantir a paz global. “O Conselho de Segurança foi feito para ter responsabilidade e manter a segurança no mundo. Pois são os cinco [países membros] que estão fazendo guerra. São os cinco. Eles produzem mais armas, vendem mais armas”, afirmou.

O presidente também criticou os gastos militares e os impactos sociais dos conflitos. “Quem paga o preço das guerras? Os pobres. O ano passado gastaram 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em armas. Quanto gastaram em comida? Quanto gastaram em educação? Quanto gastaram para acabar com as pessoas que estão refugiadas, vítimas de guerras insanas?”, questionou.

No mesmo evento, Lula confirmou que pretende disputar a reeleição em 2026 e indicou Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo, além de defender a permanência de Geraldo Alckmin como vice na chapa.

O presidente também comentou investigações sobre o Banco Master e atribuiu irregularidades à gestão anterior. “Vira e mexe, eles tão tentando empurrar para as costas do PT e do governo o [caso do] Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente, do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sobre pedra para apurar tudo que fizeram dando um golpe de R$ 50 bilhões neste país”, disse, ao citar Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto.