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PF investiga cunhado de Vorcaro e analisa pagamentos com menções a políticos

Política

PF investiga cunhado de Vorcaro e analisa pagamentos com menções a políticos

Investigação mira movimentações financeiras atribuídas a grupo de Daniel Vorcaro e pode avançar com novas fases da operação

PF investiga cunhado de Vorcaro e analisa pagamentos com menções a políticos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 20 de março de 2026 às 16:37

A Polícia Federal analisa ordens de pagamento e menções a transações financeiras identificadas em mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, que incluem referências a políticos.

O objetivo é verificar se há indícios de irregularidades que justifiquem a coleta de novas provas e a possível abertura de novas fases da operação. As mensagens e dados obtidos por quebras de sigilo devem se somar a outros elementos da investigação, como eventuais delações premiadas, inclusive de Vorcaro, que já assinou termo de confidencialidade para avançar em uma possível colaboração.

Apontado como principal operador financeiro do esquema, Zettel é considerado peça-chave para ampliar o alcance das apurações. A partir do cruzamento entre diálogos e movimentações bancárias, a PF tenta confirmar se os pagamentos mencionados de fato ocorreram e, em caso positivo, se possuem justificativa legal ou apresentam indícios de fraude.

Entre os pontos investigados está a possível realização de pagamentos ao senador Ciro Nogueira, citado nas mensagens. Por meio de nota, o parlamentar negou ter recebido qualquer valor de Vorcaro ou de pessoas ligadas ao empresário e afirmou não conhecer Zettel.

As investigações também envolvem suspeitas de irregularidades em fundos ligados a Zettel, incluindo operações relacionadas ao resort Tayayá, que já teve participação de empresa da família do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Toffoli afirma que não conhece Zettel e nega ter recebido valores de Vorcaro ou de seu cunhado.

Zettel foi preso duas vezes, inicialmente por ordem de Toffoli, em janeiro, e novamente em março, já sob supervisão do ministro André Mendonça. Atualmente, está detido no Presídio Federal de Brasília, no Complexo da Papuda. Vorcaro, por sua vez, também chegou a ser preso e depois transferido para a superintendência da PF na capital federal, onde negocia termos de delação premiada.

Segundo a investigação, Zettel atuava na intermediação e operacionalização de pagamentos do grupo, inclusive por meio de contratos fictícios. Ele também teria participado da estruturação de mecanismos financeiros para viabilizar transferências e da comunicação com terceiros envolvidos nas transações.

Outro ponto apurado é a suspeita de contratação simulada de um servidor do Banco Central do Brasil para justificar repasses financeiros. Além disso, Zettel seria responsável por operacionalizar pagamentos de um grupo descrito como “milícia privada” ligada a Vorcaro, chamado de “A Turma”.