
Política
CGU abre apuração contra servidores do BC suspeitos de ajudar Vorcaro
Segundo investigação da Polícia Federal, funcionários do BC teriam atuado como "consultores informais" de Vorcaro, em troca de vantagens indevidas

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu um processo para investigar dois servidores do Banco Central (BC) por suspeita de atuar em favor de Daniel Vorcaro — dono do banco Master, investigado por fraudes financeiras bilionárias. O Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi aberto na última sexta-feira (20) e tem prazo de 60 dias para ser concluído.
Entre os suspeitos estão Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que foram afastados do BC por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso Master. Segundo investigação da Polícia Federal (PF), a suspeita é de que eles teriam atuado como "consultores informais" de Vorcaro, em troca de vantagens indevidas. Antes, eles já haviam deixado o cargo devido decisão administrativa do BC no âmbito da sindicância aberta no órgão.
As apurações da entidade foram encaminhadas à Polícia Federal, o que resultou na terceira fase da Operação Compliance Zero. Depois de deflagrada a operação, o BC também enviou o processo à CGU, responsável por dar continuidade no âmbito administrativo à investigação sobre os servidores da cúpula do BC.
Algumas das irregularidades atribuídas a Sérgio teriam ocorrido durante seu período de liderança na Diretoria de Fiscalização do órgão, abrangendo os anos de 2017 a 2023. Na época que foi afastado, ele era chefe-adjunto do Departamento de Supervisão Bancária, sendo responsável pelo acompanhamento do Master. Santana era chefe da área.
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