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Defesa de Bolsonaro diz que ele não tinha conhecimento sobre vídeo de Eduardo

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Defesa de Bolsonaro diz que ele não tinha conhecimento sobre vídeo de Eduardo

Declaração foi feita após Moraes pedir explicações sobre suposto acesso de Bolsonaro a um vídeo, algo proibido no cumprimento da prisão domiciliar

Defesa de Bolsonaro diz que ele não tinha conhecimento sobre vídeo de Eduardo

Foto: Ton Molina/STF

Por: Metro1 no dia 30 de março de 2026 às 18:01

Em resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Jair Bolsonaro disse que o ex-presidente não teve ciência prévia da gravação feita por seu filho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. A declaração foi feita após o ministro Alexandre de Moraes solicitar explicações sobre o suposto acesso de Bolsonaro a um vídeo, o que é proibido no cumprimento da prisão domiciliar.

Nos Estados Unidos, durante um evento conservador, Eduardo teria gravado um vídeo no qual menciona um possível envio para seu pai. “Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e eu vou provar para todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento de forma injusta”, disse.

Bolsonaro, que passou a cumprir prisão domiciliar desde sexta-feira (27) após duas semanas internado em Brasília para tratar broncopneumonia, deve seguir algumas regras estabelecidas pelo ministro. Entre elas, o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e medidas como a proibição de celulares, redes sociais e gravações de áudio ou vídeo. 

Segundo os advogados, o ex-presidente cumpre integralmente as regras da prisão domiciliar. “O peticionário vem observando de forma rigorosa, integral e permanente todas as condições fixadas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, especialmente as vedações relativas ao uso de aparelhos de comunicação, utilização de redes sociais e gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros, comprometendo-se a permanecer em absoluto cumprimento dessas e das demais medidas impostas”, disse a defesa.

Além disso, a defesa negou que ele tenha feito contato com terceiros durante período em que passou a cumprir o novo regime. “Não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o peticionário, tampouco gravação reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária”, completou os advogados.