
Política
Rui Costa diz que cenário econômico é principal preocupação de Lula e minimiza impacto de Caiado
Ministro afirma que percepção do eleitor sobre poder de compra deve influenciar disputa

Foto: Divulgação/PT
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o cenário econômico é hoje a principal preocupação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de 2026. A declaração foi dada em entrevista ao GloboNews nesta terça-feira (31).
Segundo o ministro, apesar de o país registrar a maior massa salarial da história, o eleitor ainda percebe perda de poder de compra. Para ele, esse sentimento é resultado de um conjunto de fatores, como a alta taxa de juros, a expansão do comércio eletrônico e o avanço das apostas online.
"Temos relatos de empresas privadas com funcionários excepcionais perdendo produtividade e comprometendo a renda familiar pelo vício no jogo", afirmou, ao defender maior restrição ao setor.
Na avaliação de Rui Costa, esse contexto tende a definir o humor do eleitor e, por isso, a entrada do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, na disputa presidencial deve ter impacto limitado.
"Eu acho que mexe pouco [a entrada de Caiado] porque o país está muito polarizado. O caminho, na minha opinião, é mostrar o que era o Brasil na era Bolsonaro e o que é agora. [...] Tem uma coisa que é retórica e ideológica política: 'Vou tirar fulano'. Mas não consegue dizer o que é que ele vai fazer", disse.
O ministro também citou o senador Flávio Bolsonaro como representante do campo bolsonarista e afirmou que o parlamentar precisará apresentar resultados concretos.
"O candidato tem que se apresentar, tem que mostrar qual o seu currículo, o que é que ele fez pelo Brasil, o que é que ele fez pela população? [...] Porque o exemplo da gestão do pai dele é o desastre completo na economia, na inflação, na taxa de juros e no desemprego", declarou.
Ao comentar o caso do Banco Master, Rui Costa atribuiu à gestão anterior do Banco Central a responsabilidade pela ascensão do banqueiro Daniel Vorcaro no sistema financeiro. Segundo ele, decisões tomadas em 2019, durante a presidência de Roberto Campos Neto, ignoraram alertas técnicos.
"O responsável central por essa pessoa [Vorcaro] ter virado banqueiro chama-se Campos Neto e sua diretoria do Banco Central", afirmou.
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