
Política
Metrô chegará ao Campo Grande sem atrasos, diz Lula em entrevista ao Metro1
Antes da visita ao VLT do Subúrbio, presidente responde por escrito perguntas feitas pela redação do Grupo Metropole, fala sobre investimento federais em grandes obras, incluindo VLT e Ponte, e garante não governar pensando em popularidade

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Dois dias antes de mais uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Bahia, a quarta apenas este ano, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República entrou em contato com o Metro1 para oferecer uma entrevista com o petista.
No entanto, alertou que a conversa não poderia ser presencial e que ele falaria com todos os jornais e portais baianos apenas por escrito, em resposta a questionamentos feitos antecipadamente e encaminhados à assessoria presidencial em tempo hábil, até o início da noite da quarta-feira (1º).
As perguntas foram respondidas, em tese, por Lula e enviadas à redação do Metro1 após a entrevista concedida pelo petista na manhã desta quinta-feira (2) à Record Bahia e pouco antes do início da visita que o presidente fez às obras do VLT do Subúrbio.
Nesta entrevista mediada pela área de imprensa do Palácio do Planalto, o presidente garante que o metrô chegará até o Campo Grande sem atrasos, diz não governar pensando em popularidade, elogia programas sociais de sua gestão, comemora o que considera avanços econômicos e nega que o projeto da Ponte Salvador-Itaparica esteja em estado de hibernação.
Metro1 - Salvador viveu uma novela de mais de uma década de um metrô subterrâneo que demorou para virar realidade. Dessa vez, a promessa é estender a linha 1 para o Campo Grande de forma subterrânea. O que garante que dessa vez não haverá atraso como o do passado, considerando a complexidade da obra?
Lula - A obra da linha que ligará Lapa ao Campo Grande será realizada dentro do prazo porque ela foi muito bem planejada pela equipe do governador Jerônimo Rodrigues. A licitação já foi realizada e o Governo do Brasil, está aportando R$ 1,5 bilhão na construção deste trecho, por meio do PAC Seleções. O que pouca gente nota é que, mais do que por questões de engenharia, muitas obras atrasam porque não tiveram um bom planejamento financeiro, nem projetos de qualidade. Todos lembram que, quando o metrô estava sendo gerido pela prefeitura, vimos obras se arrastando por mais de dez anos. Mas, assim que foram assumidas pelo estado em 2013, na gestão do Jaques Wagner, elas saíram rapidamente do papel e, em pouco mais de um ano, o trecho Lapa-Campo da Pólvora-Brotas já estava funcionando, também com apoio do PAC.
Metro1 - Por que o senhor acha que programas de alto apelo popular, como o Minha Casa, Minha Vida, não têm sido suficientes para impulsionar sua popularidade, considerando as pesquisas recentes?
Lula - Eu não governo pensando na popularidade, mas sim em entregar para as pessoas resultados concretos, programas que melhorem, de verdade, as suas condições de vida. Quando as autoridades deste país governaram por bravatas e fizeram de tudo para ficar bem na internet, o resultado foi levar o país de volta ao Mapa da Fome. Com nosso governo, é diferente – e o Minha Casa, Minha Vida é um bom exemplo. Encontramos o programa jogado às moscas, colocamos ele de pé novamente e fizemos várias melhorias, aumentando o limite de renda para os participantes e o valor dos imóveis que podem ser financiados. Criamos também uma linha para a classe média e cumprimos, com um ano de antecedência, nossa meta de contratar a construção de 2 milhões de casas e apartamentos. Só na Bahia, foram 109 mil moradias desde 2023, com investimentos de R$ 9,16 bilhões. Isso nunca foi feito antes. E uma coisa que me deixa muito tranquilo é que, neste ano em que os brasileiros vão às urnas, eles poderão ter acesso a mais informações para comparar o que cada governo é capaz de fazer pela população. Verão que o desemprego fechou 2025 com o menor índice da história: 5,1%. Que a renda do trabalho bateu um recorde histórico, chegando a R$ 3,616. Que o país está crescendo de novo, e que este será o governo com a menor inflação acumulada desde o Plano Real.
Metro 1 - Por que até agora o governo federal não aportou recursos para tentar viabilizar a Ponte Salvador-Itaparica, projeto que hiberna há pelo menos 16 anos nas gavetas dos governos do PT na Bahia?
Lula - O projeto não está hibernando. O governo da Bahia, em junho passado, já assinou o contrato de Parceria Público Privada e tudo está no cronograma correto para as obras, que têm valor total de R$ 13,3 bilhões, começarem em junho desse ano. E, conforme o que já vinha sendo planejado desde o início, é justamente nessa fase de obras, que devem durar cinco anos, que faremos os aportes federais no valor de R$ 3 bilhões. O empreendimento já está incluído no PAC, programa gerido pelo companheiro Rui Costa, e contou com nosso apoio desde a fase de modelagem. Até mesmo a Petrobras se uniu aos esforços, cedendo uma área do Estaleiro São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, para a instalação do canteiro de obras. E o Governo do Brasil não poupará esforços para garantir que esse sonho do povo baiano se torne uma realidade.
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