
Política
EUA retomam críticas ao Pix, e Alckmin promete “esclarecer” pontos ao governo Trump
Ministro defende sistema brasileiro e diz que governo vai prestar esclarecimentos

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O governo dos Estados Unidos voltou a questionar o Pix e políticas digitais adotadas pelo Brasil em um relatório comercial divulgado nesta semana. Diante das críticas, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o país pretende esclarecer os pontos levantados e manter o diálogo com a gestão de Donald Trump.
O documento, elaborado pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), aponta possíveis barreiras a empresas americanas no Brasil. Entre os principais alvos está o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central, que, segundo os americanos, poderia favorecer o modelo nacional em detrimento de companhias estrangeiras.
Alckmin rebateu as críticas e destacou a eficiência do sistema brasileiro. Segundo ele, o Pix se consolidou como uma ferramenta acessível, de baixo custo e amplamente adotada pela população, sem representar prejuízo à concorrência internacional.
Além do sistema de pagamentos, o relatório também menciona regras brasileiras voltadas à regulação de grandes empresas de tecnologia. Nesse ponto, o vice-presidente afirmou que as medidas têm foco na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
As críticas fazem parte de um relatório anual que lista o que os EUA consideram entraves comerciais em outros países. O texto retoma discussões iniciadas anteriormente, incluindo uma investigação com base na chamada Seção 301, mecanismo que pode abrir caminho para sanções.
O documento ainda cita tarifas brasileiras em setores como indústria, tecnologia e têxteis, além de mencionar o comércio de produtos falsificados, com referência à região da 25 de Março, em São Paulo.
Apesar do cenário, Alckmin minimizou o impacto das críticas e reforçou a estratégia de negociação. Segundo ele, o Brasil pretende ampliar as relações econômicas com os Estados Unidos, destacando a complementaridade entre as economias e o interesse em atrair mais investimentos.
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