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Nunes Marques abre inquérito contra Buzzi, ministro do STJ, por suspeita de assédio

Política

Nunes Marques abre inquérito contra Buzzi, ministro do STJ, por suspeita de assédio

Caso teria ocorrido durante férias em Balneário Camboriú, em Santa Catarina

Nunes Marques abre inquérito contra Buzzi, ministro do STJ, por suspeita de assédio

Foto: Antonio Augusto/STF

Por: Metro1 no dia 14 de abril de 2026 às 11:07

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de inquérito para apurar a conduta do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ele está afastado do cargo e é investigado por suspeita de importunação sexual contra uma jovem de 18 anos. As infromações são do G1.

Caso teria ocorrido em Santa Catarina

Segundo a apuração, o episódio teria acontecido no início do ano, em Balneário Camboriú (SC), durante férias da jovem com a família na casa do magistrado. Buzzi nega as acusações. A investigação busca verificar possível prática de assédio sexual. A abertura de inquérito marca o início formal da investigação criminal. Nessa fase, são reunidos indícios para avaliar se houve crime e quem seria o responsável. O procedimento não representa condenação nem confirmação de culpa.

Foro especial levou caso ao STF

O processo foi encaminhado ao Supremo porque o ministro do STJ possui foro por prerrogativa de função. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou a favor da abertura da investigação. “Há elementos suficientes para instauração do inquérito”, afirmou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, em manifestação enviada em 31 de março ao ministro Nunes Marques, relator do caso no STF.

Afastamento e sindicância no STJ

Em fevereiro, o STJ decidiu, por unanimidade, afastar Marco Buzzi das funções enquanto o caso é apurado. Ele também está proibido de acessar as dependências do tribunal. O plenário da Corte deve analisar nesta terça-feira (14) o resultado de uma sindicância interna sobre o caso. 

Há expectativa de que o relatório recomende a abertura de processo administrativo disciplinar, que pode resultar em punição como aposentadoria compulsória. Além dessa acusação, o ministro também responde a denúncia de uma ex-servidora que atuou em seu gabinete em 2023.