
Política
Lula critica ações unilaterais e faz indireta a Trump em discurso na Alemanha
Presidente brasileiro questiona guerras, gastos militares e cobra atuação de líderes globais pela paz

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a criticar o cenário internacional e fez uma indireta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso neste domingo na Feira de Hannover, na Alemanha.
Sem citar diretamente o líder americano em um primeiro momento, Lula afirmou que não é possível que o mundo “se curve ao comportamento de um presidente que acha que por e-mail ou por Twitter pode taxar produtos, pode punir países, e pode fazer guerra”.
Ao longo da fala, o presidente destacou o aumento dos conflitos globais e criticou o volume de recursos destinados a guerras. Segundo ele, o mundo vive o maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.
“Enquanto astronautas sobrevoam a Lua, bombardeios matam de forma indiscriminada civis, mulheres e crianças no Oriente Médio”, disse.
Lula também cobrou atuação das grandes potências e citou diretamente líderes como Vladimir Putin, Xi Jinping e Emmanuel Macron, além de Trump.
“É de se perguntar ao presidente Trump, ao presidente Putin, ao presidente Xi Jinping, ao presidente Macron e ao primeiro ministro do Reino Unido para que serve o Conselho de Segurança da ONU?”, questionou.
O presidente brasileiro também criticou os gastos militares globais. “Não é possível que nós estejamos gastando 2 trilhões e 700 bilhões de dólares com guerra e nada para acabar com a fome no planeta”, afirmou.
As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões internacionais e após medidas recentes dos Estados Unidos, como a taxação de produtos brasileiros. No sábado, durante evento em Barcelona, Lula já havia feito críticas mais diretas a Trump.
Além da política internacional, o presidente mencionou impactos econômicos dos conflitos, especialmente no preço do petróleo, e defendeu maior cooperação entre os países.
Na parte final do discurso, Lula afirmou que o Brasil está aberto ao diálogo, mas destacou que parcerias devem respeitar a democracia e a soberania dos povos. “A única coisa que nós queremos é a certeza de que a nossa relação será pensando no fortalecimento da democracia [...] e na soberania do povo de cada país”, disse.
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