
Política
Caso Master: família de “Sicário” aciona STF para acessar inquérito sobre causa da morte
Apurações foram concluídas e entregues pessoalmente ao STF na última quinta-feira (24)

Foto: Reprodução/PF
A família de Luiz Phillipe Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, voltou a acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) na última quarta-feira (22) para ter acesso ao relatório da Polícia Federal sobre o suposto suicídio ocorrido na sede da corporação em Minas Gerais. As apurações foram concluídas e entregues pessoalmente ao STF na quinta-feira (24) pelo superintendente da PF, Richard Murad Macedo e o delegado que presidiu o inquérito.
De acordo com a defesa, os familiares ficaram sabendo dos desdobramentos do caso apenas por meio da mídia e, por isso, desde o início das investigações, tem solicitado ao STF que possibilite o acesso aos autos. “Desde a abertura do inquérito, tentamos acesso. Na quarta-feira, o pedido foi reiterado”, informou o advogado Vicente Salgueiro. Ainda segundo a defesa, após a conclusão do inquérito, “não há mais motivos de impedimentos para acesso aos autos pela família”.
Segundo as apurações da PF, Mourão tentou suicídio em sua cela, na sede da corporação em BH, em 4 de março deste ano, e teve morte cerebral constatada dois dias depois, no Hospital João XXIII, na capital mineira. A conclusão das apurações descarta a possibilidade de o óbito ter sido provocado por outra pessoa.
Quem era e o que fazia Sicário
O “Sicário” foi preso em 4 de março, na terceira fase da Operação Compliance Zero da PF. Ele era apontado como braço direito de Vorcaro e atuava em um suposto esquema de fraudes e intimidação.
Segundo a PF, Sicário seria responsável por coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas ao empresário. Nas conversas analisadas pela corporação, ele aparece como o articulador das atividades da chamada “Turma”, grupo que reunia pessoas próximas a Vorcaro e integrantes com experiência na área de segurança.
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